Receba novidades em seu e-mail
OK
Área do usuário

Técnica de observação

A depender dos objetivos propostos com a pesquisa, haverá a necessidade de um envolvimento maior do pesquisador, fato possível por meio da técnica de observação.

A técnica de observação se caracteriza como uma fonte de coleta de dados
A técnica de observação se caracteriza como uma fonte de coleta de dados

Pesquisa... tal palavra, tomada em seu sentido literal, pressupõe um estudo, uma compreensão acerca de um dado assunto. Prosseguindo com a relação de sentido que ela pode representar, sobretudo no universo da ciência, pensemos em algo relacionado à investigação sobre um dado fenômeno. Constatação essa significamente plausível, haja vista que o pesquisador, imbuído em tal propósito, tem como intuito conhecer um pouco mais sobre uma dada realidade.

Seguindo essa linha de raciocínio, as intenções precisam ser previamente definidas, tendo como princípio o tema, o assunto que se deseja desenvolver. Nesse sentido, algumas técnicas terão de ser utilizadas, pois os resultados provavelmente não serão nada satisfatórios se tudo partir do acaso. Dessa forma, a depender da abordagem do problema que se deseja analisar, o pesquisador optará por uma pesquisa qualitativa, ou seja, aquela cuja proposta não é obter um resultado por meio de números, mas sim por meio de interpretações mais subjetivas acerca do fenômeno estudado – interpretações essas oriundas de um envolvimento maior por parte de quem se dispõe a tal atividade.

Assim, suponhamos que o tema da pesquisa seja a análise do índice de repetência numa determinada escola. Obviamente que o pesquisador terá de se deslocar e “olhar” o problema mais de perto, razão pela qual essa técnica se caracteriza pela observação. Ela nada mais é do que uma fonte subsidiária de dados, os quais permitirão ao observador chegar a um resultado preciso dos fatos analisados. Sobre ela discorreremos um pouco mais, com vistas a demarcar os traços que lhe são peculiares.

Como desenvolvê-la dependerá do próprio pesquisador, ou seja, podem ser distintas as formas de armazenar as informações colhidas: gravadores, câmaras fotográficas, filmadoras, desde que previamente autorizado o uso de tais recursos, podendo ser também por meio de simples anotações, seja em papel pequeno, fichário, folhas avulsas, não importa, pois o importante é não deixar nada “passar em branco”. Cabe aqui ressaltar também que essa ação contará com duas etapas: a parte descritiva e a reflexiva. Assim, dada essa realidade, analisemos uma a uma:

Na observação descritiva, como bem nos aponta o próprio nome, haverá a oportunidade de uma descrição dos sujeitos envolvidos, tendo em vista suas ações; bem como do espaço a ser analisado, levando em conta a estrutura física, enfim. Quanto à descrição da amostragem analisada, aspectos como aparência, jeito de agir e falar devem ser consideravelmente relevantes. No que tange ao espaço físico, características relacionadas a ele também devem ser pontuadas. Não menos importante é o registro dos acontecimentos, ou seja, no caso de ser uma sala de aula a ser observada, faz-se necessário que todas as atividades diárias sejam devidamente registradas. 

Partamos para a parte reflexiva que, de acordo com seu sentido literal, diz respeito aos atributos conferidos ao pesquisador, envolvendo suas observações pessoais acerca do fenômeno em compreensão. Assim, partindo do que ele analisa, a possibilidade de intervenção será perfeitamente plausível, principalmente em se tratando da chamada pesquisa-ação, em que, dependendo da necessidade, cabe ao pesquisador apresentar soluções cabíveis à realidade observada.

Nesse ínterim cabe lembrar que em virtude do grau de convivência com essa dada realidade, aquilo que previamente foi elaborado poderá sofrer algumas alterações, levando em conta, como já dissemos, a necessidade do momento.

Não deixe de conferir outros importantes posicionamentos, que o farão entender um pouco mais sobre alguns métodos que a esta modalidade de técnica se atribuem.

Por Vânia Maria do Nascimento Duarte




Brasil Escola nas Redes Sociais