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A trajetória do jornalismo impresso para o jornalismo digital

A trajetória do jornalismo impresso para o jornalismo digital, Histórico do webjornalismo, webjornalismo, interatividade, link and Internet.

RESUMO

 Este artigo comenta sobre a importância do jornalismo digital, porque as informações ficam a disposição do internauta 24 horas por dia. Outro fator abordado, é o questionamento do autêntico webjornalismo, onde a transposição das edições de um veículo impresso nem sempre vão caracterizá-lo como um jornalismo eletrônico. Como estudo de caso é citado o Jornal Sul Brasil de circulação local e regional.

SUMMARY

This article comments on the importance of the digital journalism, because the information are the disposal of internauta 24 hours per day. Another boarded factor is the questioning of the authentic webjornalismo, where the transposition of editions of a vehicle printed matter nor always goes to characterize it as an electronic journalism. As case study the South Periodical Brazil of local and regional circulation is cited. 

A trajetória do jornalismo impresso para o jornalismo digital

Muitos são os veículos que hoje aderem à rede para entrar na era digital, são publicações de caráter local e internacional, mas muitos deles estão “engatinhando” para o jornalismo eletrônico, porque apenas transferem suas edições impressas sem alterar o conteúdo adaptando-o para o webjornalismo, esse é o caso do Jornal Sul Brasil.

A tecnologia e a expansão do fluxo de informações está cada vez mais transformando a sociedade e seus hábitos. O ser humano, não precisa nem sair de casa para saber os fatos de sua região ou mesmo de outros lugares do mundo. É somente ligar o rádio, a televisão, ler o jornal impresso e / ou acessar à Internet. Atualmente, a Internet, é o veículo de comunicação mais revolucionário de todos os citados, por reunir várias formas (textos, vídeo e áudio), tudo ao mesmo tempo, com a finalidade de informar e atrair o internauta esteja ele onde estiver e a hora que quiser, pois o conteúdo fica disponível 24 horas por dia.

Conforme dados disponíveis no Ibope[1] o acesso à Internet domiciliar no Brasil teve 12,2 milhões de usuários ativos em dezembro de 2005, um valor que aumentou em 12,4% em comparação com o ano anterior. Em todas as categorias aconteceu um aumento considerável, viagens e turismo viagens e turismo (93%), casa e beleza (67%), família e estilo de vida (48%), governo e empresas sem fins lucrativos (44%), educação e carreira (39%), automóveis (39%), informações corporativas (38%) e notícias e informações (33%). Por perceber este fato incontestável da importância da new mass media, as mídias tradicionais estão procurando se enquadrar através da implantação de seus sites.

O jornalismo digital representa uma revolução no modelo de produção e distribuição das notícias. O papel (átomos) vai cedendo lugar a impulsos eletrônicos (bits) que podem viajar a grandes velocidades pelas auto-estradas da informação. Estes bits podem ser atualizados instantaneamente na tela do computador na forma de textos, gráficos, imagens, animações, áudio e vídeo; recursos multimídia que estão ampliando as possibilidades da mídia impressa [2].

A partir da implantação do jornalismo na web ocorreu um novo segmento expansivo do meio informativo, o denominado webjornalismo, onde a atualização das notícias pode ocorrer ininterruptamente. Já não é preciso esperar o jornal ou o horário do noticiário televisivo ou radiofônico para saber os principais acontecimentos do dia. Para Luciana Moherdaui[3], isso propiciou novas formas de editar notícias na rede, a primeira por meio de informação online, em tempo real e a segunda através de sites de publicações, especialmente da mídia impressa, que começou a transportar à rede suas edições com uma linguagem igual a dos jornais que circulam nas ruas.

Em qualquer momento é possível acessar um webjornal e ler as notícias de interesse atualizadas, mas em pleno 2006, há inúmeras empresas jornalísticas no Brasil que ainda estão incluindo seus veículos impressos na era digital, com o mesmo padrão e factualidade do impresso, atualizado uma vez por dia ou ainda semanalmente. Como exemplo, a revista Elle e Capricho. Jornais/Revistas que muitas vezes são colocados na Internet com as mesmas características daquele que o leitor vê no papel, a única diferença é que ao invés de virar as folhas do jornal, o leitor, terá que dar alguns clicks ou baixar a barra de rolagem de seu computador, porque a notícia em si está na íntegra ao impresso.

De acordo com Elizabeth Saad Corrêa[4],

a simples transposição de conteúdos impressos para o online, sem tratamento editorial e mercadológico, não confere à empresa status de jornalismo online. Essa é uma função que é inerente e intransferível do jornalismo, seja qual for à mídia ou suporte de que ele se utilize.

Nesta linha de raciocínio tem-se a pergunta: O que difere o webjornalismo do jornalismo impresso? Ambos são jornalismo, mas o jornalismo impresso tem 24 horas para elaborar e concluir suas edições, que têm limites de espaço no papel, enquanto, o webjornalismo, não tem horário de fechamento, e a cada mais ou menos cinco minutos pode alimentar a página com novas informações da notícia que inclui no site, tudo é em tempo real e não têm limites de espaço, podem ser colocados quantos links internos achar necessário.

Entretanto, essas diferenças não têm sido observadas por todas as empresas jornalísticas que inserem na Internet suas versões do jornal impresso, pois quando o internauta acessa um endereço virtual destinado para o webjornalismo, ele se depara com páginas de jornal impresso com a pretensão de idealizar jornalismo digital, mas por não ter estrutura financeira e de profissionais ou ainda por outro motivo, não alteram nem se quer uma vírgula da edição impressa, inserindo na rede notícias iguais ao da edição em papel. Para Cavalcanti, “o digital não é uma evolução do impresso, mas sim uma nova forma de se apresentar informações” [5].

Cabe ao internauta dar audiência ou não a estas páginas, contendo notícias atrasadas. Enfim, o simples fato de estar na rede pode ser suficiente para um jornal se considerar do new mass media[6] ou ele precisa ter características específicas para isso? Uma indagação que ronda na mente de quem procura entender o que é realmente jornalismo eletrônico. Bem no início da implantação do jornal impresso na rede, era comum a inserção das edições impressas sem alterar o conteúdo e a linguagem para o meio digital, mas apesar de hoje muitos webjornais estarem enquadrados no verdadeiro jornalismo online que alimentam suas páginas a cada minuto/hora, ainda existem muitas publicações de pequeno porte que continuam, atualizando seus endereços virtuais com notícias uma vez por dia/semana/mês, após o fechamento das edições do impresso.

Jornalismo local na rede: Um exemplo, é o Jornal Sul Brasil, um veículo de informação que circula em Chapecó e cidades circunvizinhas, desde o início dos anos 90, noticiando fatos de caráter local e regional que coloca no seu site[7], lançado na rede a mais de um ano, as mesmas notícias editadas do impresso. Apesar da instantaneidade ser considerada uma das mais destacadas características dos veículos online, que podem divulgar notícias em “tempo real”, o site deste jornal inverte a expectativa de que o meio digital teria uma atualização maior do que a do impresso.

Porque o internauta ao entrar no endereço virtual se depara com as mesmas informações do jornal impresso e o slogan A notícia em primeira mão, que não faz jus, a atualização do site, pois ao acessar nem sempre o leitor terá o jornal do dia, talvez encontre a versão impressa de três ou mais dias anteriores. Foi o caso do acesso no dia 21 de fevereiro de 2006 (2o feira) que ainda tinha a edição do dia 17 de fevereiro (6o feira). Outro fator a ser observado, é de que o meio digital deste veículo de comunicação pouco explora os recursos de hipertexto, interatividade e multimídia, limita-se basicamente a transpor o conteúdo da edição impressa para a versão eletrônica.

Isso pode ser constatado no centro da página onde está escrito Edição de hoje..... e abaixo aparece a capa em miniatura da versão do jornal impresso, que ao passar o mouse em cima, o internauta, terá a possibilidade de leitura do jornal no recurso em pdf [8]. Para ler o jornal o leitor não precisa ser assinante do impresso, facilitando o acesso de internautas de outras partes do mundo que desejam conhecer as notícias publicadas num jornal do interior catarinense. Entretanto, ao leitor assinante que possui computador com acesso à Internet não há vantagem porque desembolsa a mensalidade da assinatura e ainda tem a mesma notícia no jornal impresso idêntica ao online.

Em Edições da semana há seis links de 2a feira até sábado que ao serem clicados abrem as edições anteriores em pdf. “Tecnicamente falando, link é uma palavra, uma frase ou um gráfico de um documento eletrônico que contém o endereço de outro documento eletrônico” [9].

Ao leitor que não possui o programa de leitura em pdf, o site, oferece a opção para baixá-lo dando um click na parte inferior da tela. Este recurso (pdf) facilita a leitura e impressão em qualquer computador, mas é lento e precisa deixar a página ser carregada, o que acaba fugindo a principal característica da Internet que é a rapidez, pois o leitor vai ter que esperar alguns minutos até carregar a página e só assim então usar o mouse para baixar a barra de rolagem e somente a partir daí, poderá ler o jornal, neste período o internauta mais impaciente já desistiu e foi para outro site. Sobre isso, Ivani Ribeiro da Silva cita a opinião da diretora de Produtos do Universo Online (UOL), Márion Strecker

Não adianta uma página maravilhosamente linda se ela vai demorar cinco minutos para carregar na tela do computador, porque a essas alturas o público já foi embora. Por isso, a edição tem que ser ágil, porque o público espera isso de um produto eletrônico, atraente graficamente, porque o público também vai exigir isso, precisa ser leve de modo a poder se formar rapidamente na tela e precisa ser profunda e explorar a possibilidade de estar dando informações de background, porque a internet permite isso e, quem não o fizer, vai ficar para trás nesse tipo de meio[10].

Ao lado do Edição de hoje..... está o Acesso Livre que possui abaixo os links internos [11] dos nomes dos colunistas das editorias: opinião, esporte, polícia, esporte(repete / outro comentarista) e geral. Ao clicar num destes links abrirá uma janela menor contendo comentários que para serem lidos precisam do uso do mouse na barra de rolagem.

Se você dispuser o seu texto em uma coluna que ocupe a metade da largura da tela, cada linha terá na sua extensão apenas 10 ou 12 palavras. Muitas pessoas acham esta largura bastante confortável para a leitura do texto, apesar de, naturalmente, pode resultar em mais tela para ser rolada[12].

A opção de coluna é adequada num site de notícias, pois não cansa ao leitor e também não permite que ele fique com os olhos embaralhados e se perca no texto. A única desvantagem consiste no comprimento que não deve ser muito longo, para com isso evitar ter que ficar rolando muito a barra de rolagem para ler o próximo conteúdo. No caso do Jornal Sul Brasil, o tamanho da coluna é intermediário, não é longo e nem curto, está num tamanho razoavelmente adequado para leitura sem fadiga do internauta. Os textos são justificados o que facilita à leitura, devido os olhos acabarem seguindo a margem reta e descerem para próxima linha somente depois de concluir a leitura de uma frase.

No final da página há um link que leva o navegador a visualizar fotos de eventos, que abrem primeiro uma janela com várias fotos em tamanho pequeno e para visualizar em tamanho maior é necessário clicar mais uma vez e abrirá outra janela. A inserção de fotos na página chama mais a atenção e dá vida ao site, como diz a máxima popular: uma imagem vale mais que mil palavras.

Outros detalhes em destaque utilizados no site: O design da página é simples e usa a predominância das cores cinza e verde, as mesmas do jornal impresso. A escolha da união destas cores facilita a leitura, porque não irrita os olhos do leitor em frente à tela, por ter um fundo cinza, as letras nas cores preta e verde são projetadas para frente, o que é primordial para não cansar ao leitor / internauta.

Segundo Irene T. Tlski-Franckowlak o fundo precisa,

desempenhar a função específica de empurrar as figuras principais para frente. Para tanto, o fundo nunca deve ter a mesma saturação das figuras em destaque, ou seja, devem ser sempre em cores frias, pouco saturadas, como: cinza-azulado (claro), azul, verde-claro, amarelo-claro tendendo para o rosado. O jogo entre as cores frias e quentes é que dará ao cartaz dinamismo, movimento e tridimensionalidade [13].

Conforme essa autora, o verde é uma,

mistura do amarelo e azul, contém a dualidade do impulso ativo e a tendência ao descanso e relaxamento. Simbolicamente está ligado ao verde amigo dos campos e árvores que fornecem proteção e abrigo. (...) como o azul, o verde também é a cor dos introvertido[14].

Já o cinza consiste numa cor que é,

neutra, fria e também o conjunto de todos os comprimentos de onda; representa fundir os estímulos, simplificá-los mais do que qualquer outra cor, o cinza corresponde ao mecanismo de defesa. Negação da realidade. (...) O indivíduo que escolhe o cinza, escolhe a neutralidade de sentir, por temor à frustração e ao suposto sofrimento[15].

Em meio ao uso dessas cores (verde e cinza) existem espaços significativos que trazem leveza e suavidade à página, os denominados espaços em branco, que de acordo com Pinho “em um layout não são áreas perdidas ou desperdiçadas (...), porque funcionam para equilibrar espaços, reforçar a unidade de grupos e aumentar o contraste[16]”. São o uso dos espaços em branco que permitem à página não tornar-se poluída visualmente por meio do acúmulo de informações, ajudando ao que a acessa não ficar perdido e assim sentir-se à vontade de escolher em qual link quer entrar.

Na parte superior do site, próximo ao nome do jornal há as opções fale com, contato, sugestão, assine, anuncie e Sistema FTP todos ao receberem um click abrem uma pequena janela quadrada ou retangular, onde o internauta pode entrar em contato com os jornalistas e responsáveis pelo jornal dando sua opinião ou ainda assinar o jornal impresso e recebê-lo em casa todos os dias. Abaixo desses links aparece a cidade (Chapecó), a hora, dia da semana, dia do mês e ano. Neste aspecto JB. Pinho considera que

todas as vantagens oferecidas pelo e-mail dependem de seu uso responsável e funcionam melhor se enviadas para aquelas pessoas com as quais já foi mantido um contato anterior ou que concordaram previamente em recebê-os. Mesmo assim deve ser dada na mensagem a opção clara de a pessoa ser eliminada da lista e de futuros e-mails, se desejar[17].

E no ponto de vista de Anne-Marie Duguet,

a interatividade promove no espectador uma mobilização, um desejo de interferir, de se relacionar com a obra e com os seus personagens. Como sintetizam Ray Kristof e Amy Satron, a equação se resumiria em: interatividade = comunicação + escolha[18].

Uma página que usa meios para interagir-se com seu internauta está se adequando ao mundo virtual, pois transparece vontade de conhecer o que está pensando o seu leitor. Há alguns sites que enviam mensagens prontas, isso com certeza é uma lástima, porque cada um que acessa se fosse realmente valorizado teria muito a contribuir, no caso de um site noticioso quem sabe até sugerir pautas que se tornariam em “louros” da informação. No caso do Jornal Sul Brasil ao receber um e-mail responde de forma personalizada, isso é um grande passo entre leitor/ internauta e jornal/ site.

No lado esquerdo da página há 29 links externos para entrar em canais, onde com apenas um click ficam disponíveis várias opções de cada assunto, os quais são de caráter infantil até jurídicos, e mais abaixo tem uma ferramenta de busca, basta digitar o assunto e então aparece sites sobre a palavra pesquisada. Já em Chapecó em destaque abre uma janela com 12 links para sites de universidades e entidades locais. No lado direito da página têm sete canais que dão opções para sites de utilidade pública, como auxílio à lista até sites de bancos. Entre eles tem dois links (em desenho) para o mercado financeiro e previsão do tempo.

Pinho define link externo como sendo vínculos

que dirigem o internauta para outros sites da web. Os links externos devem ser periodicamente checados porque os seus sites podem mudar seu conteúdo. O vínculo pode também se tornar um link quebrado, conduzindo o navegante para páginas da web que não mais existem ou foram transferidas para outro endereço[19].

Apesar dos links externos serem considerados uma ajuda ao que entra num site, eles podem tornar-se um problema, devido a estar enviando a este leitor para outra página, o que pode fazer com que ele nem volte mais a primeira página acessada. Esse site em questão Jornal Sul Brasil tem excesso de links externos e leva o seu internauta muito facilmente para outros endereços virtuais, isso não “prende” ao leitor, para ler o conteúdo do jornal, pelo contrário o leva para outros sites e assim perde seu objetivo de fazer seu site um lugar de leitura e busca de informação.

Em seguida, caso o internauta, queira indicar a página basta clicar no link indicar e abrirá uma pequena janela que será necessário colocar o nome e e-mail do remetente e destinatário. No final da página, Defina o Jornal Sul Brasil como sua página principal, é outro link que caso o internauta o clique todas às vezes que entrar na rede verá primeiro o Jornal Sul Brasil.

O espaço mais abaixo é utilizado para divulgação de publicidade, há também um link de publicidade um em cada lado do nome do jornal na parte superior do site. “O problema central é a quase total gratuidade do acesso, fazendo que a publicidade seja sua principal fonte de receita[20]”. O recurso publicitário é a melhor forma de um site manter-se no ar, pois sem ele dificilmente conseguiria manter a página.

O Jornal Sul Brasil é um site que possui alguns déficits para ser denominado um autêntico webjornalismo. Porque não usa o principal de um veículo digital que é a informação rápida e em tempo real, também por encaminhar seus internautas a outros endereços virtuais pelo excesso de uso na página de links externos, com isso não “prende” o leitor no seu site.

Por outro lado, o simples fato desse veículo ter entrado na era digital já o faz “vitorioso”, mesmo estando “engatinhando” em direção ao webjornalismo por apenas transpor ao site a edição do jornal impresso, está no caminho certo, porque os jornais online de renome hoje (Folha Online, O Globo e outros) também iniciaram apenas transpondo seus jornais à rede sem alterar o conteúdo. Basta agora, o Jornal Sul Brasil, investir no tempo real para elevar sua audiência, entrando na era do tempo real e fazendo seus leitores/internautas permanecerem no seu site ao invés de levá-los para fora por meio do excesso do uso de links externos.

Enfim, para entrar definitivamente no âmbito do mundo real, o Jornal Sul Brasil precisaria redefinir seu objetivo, ou seja, não querer apenas inserir na Rede uma página com as mesmas características do impresso e sim pensar num provável público a ser atingido pelo tempo real, com certeza despertaria um maior interesse dos internautas e conquistaria um novo nicho de mercado. E a partir daí esse veículo poderia ser finalmente considerado um autêntico webjornalismo, e não apenas um jornal impresso digitalizado, fazendo assim jus ao slogan inserido a baixo da página do site A notícia em primeira mão.

Histórico do webjornalismo: O primeiro grande jornal que ofereceu serviços online foi o The New York Times, em meados dos anos 70, com seu New York Times Information Bank. Na época este veículo de comunicação disponibilizou textos completos e resumos de artigos atuais e de edições diárias a assinantes (do veículo impresso) que possuíam pequenos computadores.

Em seguida o News & Observer criou sua própria BBS[21], que os usuários acessavam mediante uma taxa. Já em 1994, o San Jose Mercury News começou fornecendo gratuitamente resumos de notícias via América Online, a partir daí houve a inclusão total da edição impressa do jornal, mas um tempo depois, os editores do jornal passaram a cobrar o acesso ao seu conteúdo.

No Brasil, as empresas jornalísticas entraram na rede a partir de iniciativas isoladas como as do Grupo O Estado de S. Paulo. Mas o primeiro jornal brasileiro a fazer uma cobertura completa no espaço virtual foi o Jornal do Brasil, em 28 de maio de 1995. Outros veículos que também entraram na rede foram: O Estado de Minas, Zero Hora, Diário de Pernambuco e Diário do Nordeste. Entretanto, somente em 1996, houve o lançamento do Brasil Online, primeiro jornal em tempo real, em língua portuguesa, da América Latina, conhecido hoje na rede como Folha Online. Quatro anos depois, o provedor de acesso à Internet Grátis (IG), coloca na rede o Último Segundo, um jornal digital produzido especialmente para Internet brasileira.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CALDAS, Álvaro (Org.). Deu no jornal: o jornalismo impresso na era da Internet. Rio de Janeiro: Puc-Rio, São Paulo: Loyola, 2002.

DMITRUK, Hilda Beatriz (Org.). Cadernos metodológicos: diretrizes do trabalho científico. 6.ed. Chapecó, Argos, 2004.

LOPES, Dirceu Fernandes; SOBRINHO, José Coelho; PROENÇA, José Luiz (Org.). Edição em Jornalismo Eletrônico. 1. ed. São Paulo: Edicon, 2000.

MOHERDAUI, Luciana. Guia de estilo Web: produção e edição de notícias on-line. São Paulo: Senac, 2000.

PINHO, JB. Jornalismo na Internet: Planejamento e produção da informação on-line. São Paulo: Summus, 2003.

XXV CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 25., 2002, set; 1-5 Salvador Anais ... Salvador: Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, 2002.

JORNAL SUL BRASIL. Chapecó: 2006. Disponível em http: // www.jornalsulbrasil.com.br. Acesso em jan e fev de 2006.

Guia de Jornalismo na Internet. Salvador: 1997. Disponível em : http: // www.facom.ufba.com.br/pesq/cyber/manta/Guia/cap3.html. Acesso em 11 de fev. 2006.

www.ibope.com.br

ANEXOS

1. E-mail enviado para o Jornal para ver a interatividade com o internauta e também verificar o porque que não abria o pdf no computador usado para desenvolver este trabalho – resposta dada para a internauta.

Bom dia Cristiane Prado

Gostaria de informa que realizamos alguns testes e não encontramos nada de errado com o pdf pulicado em nossa página. Porém constatei que está um tanto lenta a visualização do mesmo. Tentaremos agilizar este processo, para as próximas edições.
Obrigado por visitar nossa página e nos informa tal problema.

Equipe de desenvolvimento
Jornal Sul Brasil

estou tentando acessar as noticias da net mas no pdf naum abre e tenho pdf em meu pc, por favor gostaria de saber pq?

leitora

cristiane

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[1] www.ibope.com.br

[2] Disponível em: http: // <a href="http://www.facom.ufba.br/pesq/cyber/manta/Guia/cap02

Por Cristiane do Prado




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