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Fatores Contribuintes Para o Acomentimento do Câncer de Colo do Útero em Mulheres Tratadas na Clínic

Prováveis fatores contribuintes para o acometimento do câncer do colo do útero entre as mulheres tratadas na clínica ICON no município de Vitória da Conquista - Ba.

RESUMO

O câncer do colo do útero ainda constitui um grande problema de saúde pública, estimativas do INCA de 2008 esperam um alto índice desse tipo de câncer para 2008 e 2009 no Brasil, sendo que a identificação precoce do câncer de colo uterino aumenta substancialmente a sua probabilidade de cura. A presente pesquisa identificou os prováveis fatores contribuintes para o acometimento do câncer do colo do útero entre as mulheres tratadas na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista - Ba, no ano de 2007 a maio de 2008. Utilizou-se um estudo documental, onde foram coletados dados de todos os prontuários de mulheres tratadas no ano de 2007 a maio de 2008. Os dados foram analisados e dentre os 30 prontuários analisados das mulheres tratadas na ICON, a faixa etária de maior incidência foram às mulheres entre 51 a mais de 60 anos totalizando 80% dessas mulheres, 90% havia se submetido apenas 1 vez ao exame citopatólogico para detecção de câncer uterino, 33% eram tabagistas sendo que dessas 50% fumam ou fumaram mais de 10 anos; Em relação aos sintomas 90% delas sentiram algum tipo de sintomas, a escolaridade 43% é composta de mulheres analfabetas pouco esclarecidas, somando-se os estágios 67% dessas mulheres estavam com a doença em estágios avançados. Os resultados apresentados neste estudo sugerem a necessidade de reestruturação dos programas de rastreamento, por meio de implantação de ações bastante efetiva para a detecção precoce do câncer do colo do útero bem como de suas lesões precursoras, diminuindo assim a incidência e a mortalidade desse tipo de câncer em nosso meio.

 Palavras-chave: Câncer do colo do útero. Medidas preventivas. Incidência. Fatores de risco.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
2.1.1 Definição
2.1.2 Manifestações Clínicas
2.1.3 Diagnóstico
2.1.4 Tratamento do câncer do colo do útero

2.2 ASPECTOS EPIDEMIOLOGICOS
2.3 FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
2.4 PREVENÇÃO

3 MATERIAL E METÓDOS

3.1 TIPO DA PESQUISA
3.2 CAMPO DO ESTUDO
3.3 PROCEDIMENTOS

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAIS
APÊNDICE
ANEXOS

LISTA DE GRÁFICOS

• Gráfico 1 - Idade das mulheres acometidas por câncer de colo do útero tratadas na clínica ICON no município de Vitória da Conquista - Ba no ano de 2007 a maio de 2008

• Gráfico 2 - Grau de escolaridade das mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clínica ICON de Vitória da Conquista - Ba, no ano de 2007 a maio de 2008

• Gráfico 3 - A freqüência da realização do exame preventivo pelas mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON no município de Vitória da Conquista nos anos de 2007 a maio de 2008

• Gráfico 4 - Incidência do tabagismo em mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008

• Gráfico 5 - Tempo de prática do tabagismo entre as mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clínica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de  2008

• Gráfico 6 - Sintomas que levaram as mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008 a realizarem o exame preventivo

• Gráfico 7- Estágio da doença entre as mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clínica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008

• Gráfico 8 - O tratamento realizado pelas mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008

LISTA DE SIGLAS

• DNA – Ácido Desoxirribonucléico;
• DST – Doença Sexualmente Transmissível;
• HIV – AIDS – Vírus da Imunodeficiência Humana;
• HPV – Papilomavírus Humano;
• ICON – Instituto Conquistense de Oncologia;
• INCA - Instituto Nacional do Câncer;
• SUS - Sistema Único de Saúde;
• MS – Ministério da Saúde;
• NIC – Neoplasia Intraepitelial Escamosa;
• OMS – Organização Mundial de Saúde;

1. INTRODUÇÃO

Segundo a Word Health Organization (1988), o câncer causa 6 milhões de morte todo ano, ou seja 12% das mortes mundiais. São mais de 10 milhões de novos casos de câncer de colo uterino por ano, estimando-se para o ano de 2020, o diagnóstico anual mínimo de 15 milhões de novos casos,

O último levantamento realizado pelo INCA (2008) cita que a estimativa de incidência do câncer de colo uterino no Brasil para 2008 e 2009 e de 18.680 novos casos.

As informações mostram que, o câncer de colo uterino continua sendo um desafio da ciência médica, embora imensos recursos financeiros, tecnológicos, científicos e humanos estejam disponíveis a pesquisa (CRUBACI; MERIGHI, 2005). 

A redução da mortalidade se dá por meio da educação em saúde e detecção precoce que se faz urgente e necessária. A educação em saúde se constitui numa medida de prevenção primária, que tem como objetivo proporcionar informações a cerca dos fatores desencadeantes para seu aparecimento. A detecção precoce, entretanto, consiste na prevenção secundária e tem como principal instrumento diagnóstico o exame de Papanicolau ou citopatológico capaz de identificar a neoplasia maligna ainda em sua fase inicial (SMELTZER; BARE, 2002).

Ainda segundo Smeltzer e Bare (2002), os fatores de risco incluem os múltiplos parceiros sexuais, a idade precoce no primeiro coito, o intervalo curto entre a menarca e o primeiro coito, o contato sexual com homens cujas parceiras tiveram câncer de colo, exposição ao vírus HPV e tabagismo.

WHO (1988) acrescenta que o exame de papanicolau deve ser realizado priorizando os grupos de maior risco. Segundo o Ministério da Saúde (1997), o que anteriormente a faixa de risco que era de 35 até 49 anos, passou para 25 a 59, em razão da incidência do HPV. Atualmente, aconselha-se o início precoce da prevenção, aos 18 anos ou a partir do início da atividade sexual
A presente pesquisa busca contribuir no incentivo a realização de exames preventivos periodicamente por meio de uma efetiva educação em saúde, fazendo com essas mulheres tenham conhecimento sobre os dados que comprovam a grande incidência de mortalidade por esse tipo de câncer, e ainda esclarecimentos a cerca da doença, seus fatores de risco e seu tratamento, conscientizado assim as mulheres de que a prevenção é a melhor escolha.

Sobre isso, nos afirma o INCA (2008), que o câncer de colo uterino, dentre todos os tipos de câncer, é o que tem maior potencial de prevenção da doença invasiva e cura. A detecção precoce somada ao tratamento adequado reduz quase que totalmente a evolução da doença, uma vez que sua progressão se dá de forma gradativa e lenta.

Entretanto, a soma da incidência investigada aos fatores de risco mais prevalentes, pode proporcionar a implementação de novas ações ao combate e prevenção do câncer do colo do útero, levando medidas educacionais que conscientizem as mulheres, fazendo com que essas procurem o serviço público ou não para realizarem precocemente o exame preventivo, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida e diminuição das taxas do câncer do colo uterino.

Assim, garantir o acesso ao diagnóstico precoce identificando a patologia em sua fase inicial e, conseqüentemente impedindo o avanço das lesões cervicais constitui-se uma necessidade emergente, já que se trata de medidas bastante eficazes a serem implantadas para promover educação para saúde da população, minimizando a morbimortalidade.

A falta de conhecimento dos fatores de risco e controle eficaz quando diagnosticado precocemente são fatores importantes no desenvolvimento do câncer de colo uterino. Portanto, se faz essencial realização de ações primárias que incluam a promoção em saúde e proteção especifica destinadas à manutenção da saúde dessas mulheres impedindo assim o desenvolvimento da doença.

Dessa forma, é importante que se conheça os fatores de risco que estão contribuindo para a incidência do câncer do colo do útero na clínica ICON no município de vitória da conquista, para que se possa promover um melhor controle.

Portanto, o objetivo geral dessa pesquisa é conhecer os fatores contribuintes para o acometimento do câncer do colo do útero em mulheres tratadas na clinica ICON no município de vitória da conquista - Ba, no ano de 2007 e 2008 (até o mês de maio). E os objetivos específicos são: Reconhecer o número de mulheres acometidas por câncer de colo uterino nos anos de 2007 e 2008; correlacionar os fatores de risco identificados que contribuem para o Câncer de colo uterino; e, produzir dados que possam incentivar as mulheres a realizarem precocemente o exame preventivo.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

2.1.1 Definição

Há tempos, o câncer de colo uterino vem ocupando um lugar de destaque nas taxas de morbi-mortalidade entre a população, principalmente em países pouco desenvolvidos. No começo da década de noventa foram estimados 371.200 novos casos de câncer cervical envasivo no mundo, representando quase 10% de todos os cânceres entre a população feminina, sendo que 78% desses ocorreram em países em desenvolvimento, fazendo com que as taxas de incidência (ajustadas por idade). Por esta doença nestes países permanecessem, desde 1985, em segundo lugar, perdendo somente para o câncer de mama, porém ocupando o primeiro lugar em países do sul e leste da África, da América Central, da região centro-sul da Ásia e na Melanésia (PINHO; FRANÇA JUNIOR, 2003).

O câncer de colo uterino é um conjunto de varias doenças e não uma única doença, que causa modificações, gerando um desordenado crescimento celular não controlado pelo organismo e vai comprometendo tecidos do colo uterino (BRASIL 2000).

Células pré-cancerosas se modificam gerando tumores malignos e se dispersando a fundo pelo colo uterino, esse é chamado de câncer de colo uterino, podendo ser de dois tipos, tipo de célula do qual originou o câncer: Epidermóide ou carcinoma de células escamosas, muito mais comum ou adenocarcinoma, que é menos acometido. O epidermóide ou carcinoma de células escamosas pode ser precocemente diagnosticado, geralmente assintomático, isso porque tem facilidade em detectar ao exame periódico ginecológico (ONCOGUIA, 2008).

O colo uterino e envolto por varias camadas de células epiteliais pavimentosas arranjadas de maneira bastante organizada, quando ocorre uma neoplasia dentro do tecido epitelial, está estratificação encontrasse desordenada, quando essa desorganização acontece nas camadas mais basais do epitélio estratificado, teremos uma displasia leve (NIC I), que é a pouca alteração da regularidade e polaridade da estratificação do tecido. Entretanto, os núcleos são de tamanhos alterados e hipercromáticos, podendo ser observados freqüentes mitoses, muito mais anormais no terço profundo do epitélio. Se essa desordem do tecido celular avançar até o ¾ da espessura do epitélio, conservando as camadas mais superficiais teremos uma displasia moderada ou (NIC II), tornando os núcleos mais volumosos hipercromáticos, com anormalidades nucleares e frequentemente alongados e marcantes. O desenvolvimento do câncer de colo uterino é muito lento e é muito das vezes assintomático e passa por muitas fases desde à pré – clínica que é detectável e curável (BRASIL, 1997).

O câncer de colo uterino costuma ter crescimento lento, que pode durar muitos anos, algumas células da superfície do colo uterino se transformam em células anormais. No começo, essas anormalidades ainda não são consideradas como um câncer e sim displasias. Porém, algumas displasias do colo do útero podem resultar em varias alterações, que podem surgir um câncer de colo uterino, algumas displasias se curam por nosso sistema imune mesmo, sem tratamento. Entretanto, as displasias pré-cancerosas necessitam de atenção e cuidado para evitar o desenvolvimento do câncer (ONCOGUIA, 2008).

A decisão para se decidir o tratamento depende da idade da mulher, tamanho da lesão, tipos de alterações que ocorreram com nas células o estado físico e geral da saúde da mulher (ONCOGUIA, 2008).

O corpo humano como um todo este a múltiplos fatores carcinogênicos, com resultados multiplicativos e somáticos. A predisposição de cada um tem um relevado papel no desenvolvimento de neoplasias, mas não é definitivo o grau de influência entre tempo e dose de exposição ao carcinogeno e o resultado da exposição individual (MORAES, 1991). 

2.1.2 Manifestações clínicas

Pode não haver sintomas algum, como acontece em muitos casos, é detectado por o exame do papanicolau antes mesmo de apresentar quaisquer manifestações, porem, nos casos mais avançados pode acontecer sangramento e dor durante a relação sexual (LOIOLA, 2008).

Smeltizer e Bare (2002 p1512) define que:

[...] O câncer cervical precoce raramente produz sintomas. Quando os sintomas estão presentes, eles podem passar despercebidos como uma fina secreção vaginal aquosa freqüentemente notada depois da relação sexual ou da ducha. Quando ocorrem os sintomas, como a secreção, sangramento irregular ou sangramento depois da relação sexual a doença pode está avançada [...]

Porto (1994), afirma que o câncer de colo uterino na sua fase inicial, é insidioso e assintomático, na faze inicial; As portadoras desse tipo de neoplasia maligna necessitam de um exame preventivo para se detectar ainda em sua fase inicial, e o carcinoma em estágio mais avançado, apresenta-se como um tumor endofítico ou exofilico, o que provoca hemorragias e corrimentos de coloração amarelada ou sanguinolenta com odor fétido.

2.1.3 Diagnóstico

Está regularmente fazendo o exame é o melhor método para se ter um diagnóstico precoce. Toda a mulher sexualmente ativa deve esta realizando os exames preventivos de acordo com o tempo e data estabelecidos pelo seu médico a cada 1 a 3 anos. Se o médico encontrar alterações no colo uterino durante o exame ginecológico e no papanicolau o profissional pode tratar primeiramente a infecção a após o tratamento repetir o exame, se o exame continuar alterado, será realizado uma colposcopia para verificar o colo uterino, verificando áreas suspeitas (E-CANCER, 2008).

O colposcópio é um instrumento que no momento do exame e inserido dentro da vagina para dá uma visão aumentada e clara dos tecidos da vagina e colo do útero. O próximo passo e a realização de uma biópsia. A biópsia e a retirada de fragmento pequeno da área suspeita para realização do exame microscópio. Se essa lesão for de pequeno porte o medico pode retirá-lo mesmo durante a biópsia, para se realizar a biópsia o médico pode extrair um fragmento do colo do útero usando um instrumento, poderá também recolher material com uma pequena curetagem raspando material dentro do canal cervical (E-CANCER, 2008).

A biopsia em cone ou conização remove partes em forma de cone do colo uterino, esta técnica e usada para tratar lesões pré-cancerígenas ou tumores em seu estágio inicial, com exceção da conização estes procedimentos usam anestesia local e são realizados no consultório medico, podendo causar sangramento e dores como cólicas menstruais, a conização e necessária uma anestesia geral ou parcial (peridural, raqueanestesia), sendo assim necessária hospitalização. Se for confirmado o câncer de colo uterino, o cliente pode ser encaminhado a um especialista para iniciar o tratamento, onde este especialista poderá pedir exames complementares para avaliar se o câncer está em outros órgãos (E-CANCER, 2008).

Assim como de vários outros tipos de câncer segundo a Oncoguia (2008), o diagnóstico precoce é muito importante, se o câncer de colo de útero for diagnosticado na fase inicial, na maioria dos casos pode ser curado. A forma mais eficaz de descobrir um tumor e realizando o exame regularmente ginecológico do papanicolau e da colposcópia, o seu medico decidirá qual a freqüência com que deverão ser realizados esses exames, essa decisão e tomada a partir de dados históricos, idade, fatores de risco, variedades em parceiros sexuais. O câncer de colo uterino e diagnosticado precocemente com o exame do papanicolau, e coletado as células da abertura do colo uterino e da superfície ao redor, esse material e analisado e verificado a situação de anormalidade das células, infecção, inflamação e o câncer. O médico poderá realizar uma colposcopia que permite visualizar celulas anormais no colo uterino, se houver suspeitas em alguma área da superfície do colo do útero, poderá fazer uma biópsia nessa área. Essa biópsia e o que diagnóstica com mais precisão o câncer de colo uterino.

Para se tratar o médico deve reconhecer o estágio da doença que são definidos por Loiola (2008), como o câncer de estágio I o tumor se limita ao útero possuindo um tamanho limitado de volume pequeno; Já o estágio II o câncer se espalha para locais vizinhos, porém ainda limitado à pelve atingindo os dois terços superiores da vagina e tecidos circunvizinhos ao colo do útero. No Estágio III o câncer se espalha pela pelve comprometendo a porção mais inferior da vagina, as células também podem espalhar bloqueando os canais do ureter, rins e bexiga. No estágio IV o câncer está espalhado para outras partes do corpo.

2.1.4 Tratamento do câncer do colo do útero

A decisão do tratamento vai depender da certeza do diagnóstico. São chamadas de displasia as formas pré-cancerosas do câncer de colo uterino, essas displasias podem ser tratadas com laser, conização (retirada de uma porção pequena do colo uterino) ou até crioterapia (congelamento). Cirurgia ou radioterapia ou ate mesmo os dois juntos são usados em tratamentos quando o câncer está em estagio avançado (ONCOGUIA, 2008).

Ainda segundo Oncoguia (2008), a quimioterapia e indicada em estágios mais tardios ainda, às vezes são necessárias mais de um tipo de tratamento. Se o câncer não tiver se espalhando e a mulher ter planos em engravidar no futuro, a depender do caso pode ser realizada uma conização, se a mulher não tiver pretensões futuras de engravidar, pode-se optar, por uma histerectomia, a retirada total do útero.

O tratamento pode ser para Brasil (2000), cirúrgico e favorecer ao controle local a destruição pequena e a obtenção de informações sobre a biologia do tumor e do seu prognóstico; Hoje em dia a cirurgia de alta freqüência e considerada um excelente método para o tratamento do câncer de colo uterino, pode ser feito um cone a frio método clássico tanto para o diagnostico quanto para a terapêutica de lesões NIC I, II uma histerectomia que é o tratamento de escolha com carcinoma cervical.

Segundo Loiola (2008), para se ter um bom prognóstico a escolha do tratamento depende do estágio e as condições em que se encontra o paciente. Após o diagnóstico são solicitados, outros exames são solicitados para verificar se as células cancerígenas estão se espalhando para outras partes do corpo.

Ainda para Loiola (2008), o tratamento pode ser cirúrgico, realizando uma conização, remoção de fragmentos do tecido em forma de cunha, assim fazendo a retirada do tecido cancerígeno, excisão eletrocirúrgica em alça, o tecido cancerígeno e retirado com uma alça conectada a corrente elétrica, que é como se fosse um bisturi elétrico; Excisão a laser, a histerectomia são retirados o útero e a cérvice juntamente com o tecido cancerígeno, na histerectomia total abdominal, em algumas ocasiões os ovários e as trompas são removidos.

Porém, nos casos em que o câncer se espalhou pode ser retirado além do colo uterino o intestino grosso reto ou bexiga. A radioterapia consiste na utilização de raios X de alta energia para matar células cancerígenas e diminuir o tamanho do tumor, essa radiação pode vir tanto de uma maquina radiações externas ou de materiais radioativos implantados no corpo, radiações internas. A quimioterapia utiliza drogas para matar células cancerosas, podendo ser administrada em forma de comprimidos ou de injeção na veia. Este é chamado de tratamento sistêmico, pois as drogas ganham a corrente sanguínea, matando células cancerosas fora da cérvice (LOIOLA, 2008).

O tratamento é definido de acordo com o estágio da doença, a idade do paciente, o tamanho do tumor, as condições gerais de saúde da mesma e o desejo de ter futuros filhos. Em mulheres gestantes o tratamento pode ser retardado também dependendo do estágio da doença e a idade da gestação. As opções de estágios do câncer de colo do útero pode ser o estágio 0 que pode se optar por uma conização, onde retira em cunha o local com câncer, cirurgia a laser, exisão com alça criocirurgia, eletrocirurgica, histerectomia para as mulheres que não desejam ter filhos. No estágio I, estágio IA, pode se fazer uma histerectomia total com ou sem salpingo-ooferectomia bilateral, pode também realizar conização e radioterapia interna, estágio IB, pode ser realizado radioterapia externa e interna, histerectomia radical com radioterapia e quimioterapia. O Estágio II, estágio IIA, realiza-se radioterapia interna e externa, histerectomia radical com radioterapia e quimioterapia, no estágio IIB usa-se radioterapia interna e externa e quimioterapia. No Estágio III usa-se radioterapia interna e externa e quimioterapia. No Estágio IV No estágio IVA, radioterapia interna e externa, quimioterapia, no estágio IVB, radioterapia ou quimioterapia, já no Câncer recorrente e comum realizar Radioterapia e quimioterapia ou a quimioterapia para aliviar os sintomas do câncer (LOIOLA, 2008).

A radioterapia é um recurso muito utilizado no câncer de colo uterino que a radiação penetra na célula causando um, bombardeamento de elétrons acelerados diminuindo ou desaparecendo o tumor, nos estágios I E II os resultados das cirurgias e da cirurgia são os mesmos, sendo que a cirurgia e mais vantajosa na possibilidade da manutenção das funções ovarianas (BRASIL, 2000).

A quimioterapia não é um tratamento de escolha para o carcinoma escamoso, mas sim em uso junto com a radioterapia aumentando assim à resposta a  terapêutica (BRASIL, 2000).

2.2 ASPECTOS EPIDEMIOLOGICOS

Segundo Bahia (2000), entre os cânceres ginecológicos o de maior incidência é o câncer de colo uterino, foram diagnosticados 20 mil casos novos em 2007, das regiões do Brasil o Nordeste e o que detém os maiores índices.

Há tempos, o câncer de colo uterino vem ocupando um lugar de destaque nas taxas de morbi-mortalidade entre a população, principalmente em países pouco desenvolvidos, no começo da década de noventa foram estimados 371.200 novos casos de câncer cervical invasivo no mundo, representando quase 10% de todos os cânceres entre a população feminina; Sendo que 78% desses ocorreram em países em desenvolvimento, fazendo com que as taxas de incidência (ajustadas por idade) por esta doença nestes países permanecessem, desde 1985, em segundo lugar, perdendo somente para o câncer de mama, porém ocupando o primeiro lugar em países do sul e leste da África, da América Central, da região centro-sul da Ásia e na Melanésia (PINHO; FRANÇA JUNIOR, 2003).

Entre os anos de 1955 e 1992 a incidência de câncer do colo uterino teve uma redução em 74% isto pode ser possível devido às mulheres estarem realizando o exame Papanicolau. Desde o ano de 1982 o número de mortes por câncer de colo de útero vem diminuindo uma média de 1,6% ao ano. Sendo ainda assim o terceiro tipo de causa de morte em mulheres no Brasil, com 3.300 óbitos estimados por ano. Entretanto, a incidência permanece alta, com o risco estimado de 19 novos casos a cada 100 mil mulheres. Em São Paulo 5,9% dos óbitos femininos somados por todos os cânceres do útero, chegam a 10,2% do total (E-CÂNCER, 2008).

O envelhecimento da população está relacionado ao aumento da incidência do câncer. No Brasil o perfil do câncer vem acompanhando o perfil observado em países desenvolvidos. Essas mudanças refletem ao acesso maior à informação, e o seguimento de curso da urbanização. O câncer está presente em todos os paises, mas em cada um deles a doença apresenta um perfil diferenciado. “Num país como o Brasil onde as dimensões e diferenças apresentam, essas especificidades se mostram também entre as regiões e as capitais”. Dependendo do local geográfico, o perfil do câncer pode assemelhar se ao de paises desenvolvidos e subdesenvolvidos. Neste ano de 2008 a região norte do Brasil estará em primeiro lugar em incidência de câncer do colo uterino, superando o câncer de mama, já a região Sudeste antes do câncer de colo do útero vem o câncer de cólon e reto como o segundo mais incidente entre as mulheres (INCA, 2008).

No Sul e Sudeste onde estão as maiores taxas esperadas de novos casos de câncer, refletindo assim as diferenças regionais, enquanto e intermediário o padrão da região Centro-Oeste. A região Norte apresenta taxas menores, A região do Nordeste tem a segunda menor taxa de câncer estimado para o ano de 2008, segundo a projeção populacional do Nordeste neste mesmo ano será de aproximadamente 52,8 milhões de habitantes, 27,5% da população do país. As estimativas revelam que haverá aproximadamente 79 mil casos novos de câncer nesta região, que corresponde a 16,9% do total de casos novos no Brasil. Entre os cânceres acometidos as mulheres, os números estão relacionados ao perfil nacional. Espera – se que o câncer de colo do útero seja um dos mais incidentes com 4.720 casos novos, o que representa uma incidência de 18/100.000 (INCA, 2008).

2.3 FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

Segundo o INCA (2008), existem vários fatores de risco que estão correlacionados para o desenvolvimento do câncer de colo uterino sendo diretamente associados às baixas condições sócio-econômicas, a grandes variações de parceiros sexuais, à quantidade de cigarros fumados, ao uso contínuo e prolongado de contraceptivos orais e a falta de higiene íntima. Estudos mostram recentemente que mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero os clientes eram portadores do vírus HPV, e que o vírus do HPV tem um papel muito importante na neoplasia das células cervicais e na sua modificação em células cancerosas.

Outros fatores de risco que favorecem o desenvolvimento do câncer de colo uterino para o INCA (2008), são a multiplicidade de parceiros, a nuliparidade ou multiparidade, tabagismo, o uso prolongado de anticoncepcionais orais, história de doenças sexualmente transmissíveis, baixo nível socioeconômico, início precoce de atividades sexuais, baixa ingesta de vitamina A e C e infecções por HPV.

Pode ser considerado um fator de risco para o câncer de colo uterino historia de infecção sexualmente transmitida, multiplicidade de parceiros, idade precoce nas primeiras relações e a multiparidade com todos esses fatores, estudos epidemiológicos cujos estudos ainda não foram concluídos alimentação pobre em alguma nutriente vitamina C, beta caroteno e folato, tabagismo e uso prolongado de anticoncepcionais (BRASIL, 2000).

Atualmente a teoria mais aceita para a explicação do aparecimento do câncer do colo de útero repousa na transmissão sexual. Desde 1992, a Organização Mundial de Saúde (OMS), considera que a persistência da infecção pelo vírus do papiloma humano HPV, representa o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença. Porém o que se sabe e que a infecção pelo HPV, adquire importância na carga viral e a associação com outros fatores de risco que atuam como co-fatores. Algumas situações ligadas à infecção pelo HPV consideradas com de risco são a paridade elevada, o inicio precoce da paridade, o numero de parceiros sexuais. Em relação ao herpes vírus, alguns estudos de casos têm demonstrado a presença do DNA viral em lesões pré-cancerosas ou cancerosas, mas essa presença é considerada como um marcador de atividade sexual, e não agente ativo da carcinogênese (BRASIL, 2000).

De 80% A 90% dos cânceres são determinados por fatores ambientais, e a idade e uma importante determinante para o risco de câncer, podendo ocorrer em outra quaisquer idade, mas é muito mais comum em pessoas com idade avançada. O câncer do colo de útero esta diretamente relacionada a condições socioeconômicas desfavoráveis. O câncer de colo uterino se precocemente detectável, este é curável e tratável (INCA, 2008).

Adolescente com menos de 15 anos tem baixo risco de apresentar um câncer de colo uterino, esse risco aumenta dos 20 aos 30 anos. As mulheres acima de 40 anos ainda apresentam riscos e devem está fazendo continuamente o exame do papanicolau. A infecção por HIV, constitui um fator de risco, pois uma mulher portadora do HIV positivo possui menos condições para debelar cânceres iniciais, pois possui um sistema imunológico suprimido, assim como as mulheres que estão em uso de corticóides sistêmicos, terapias para outros tumores e transplantes; Mulheres tabagistas têm duas vazes mais chances de desenvolverem um câncer de colo de útero do que as não tabagistas, mulheres de baixo nível sócio-econômico têm riscos maiores, pois provavelmente não fazem exames preventivos regularmente (E-CANCER, 2008).

Para Brasil (1997), O câncer de colo uterino não possui uma causa definida podendo apresentar muitos fatores correlacionados que aumentam as chances de tornarem o colo do útero anormal, podendo citar o numero de parceiros sexuais e muito importantes, quanto maior o numero de parceiros maior a probabilidade de ser portadora de algum vírus do HPV o que aumenta substancialmente a chance de desenvolver uma lesão de maior grau para o câncer invasor; Tabagismo mulheres fumantes tem duas vezes mais chances do que as não fumantes; Baixo nível socioeconômico tem muitos riscos, por não realizarem o exame preventivo regularmente; Sistema imunológico suprimidos, devido ao uso de cortícoides sistêmicos para outros tumores ou AIDS; Contraceptivos orais são em sua maioria duvidosos na gênese do câncer do colo uterino; Raça negra o índice é maior nessa categoria, mulheres com idade de 15 aos 35 possuem menor risco para o aparecimento desse tumor, pois e nesta fase que estão fazendo cuidados relativos a natalidade.

2.3.1 HPV e o câncer de colo uterino

Segundo o Gineco (2008), o HPV é um vírus transmitido pelo contato sexual que contamina a região genital Tanto de mulheres como de homens. O HPV é um grupo de mais de 80 tipos de vírus. No tempo em que alguns desses tipos de HPV causam no corpo verrugas, outros contaminam a região genital, podendo levar a lesões, que não tratadas pode ocasionar em um câncer de colo útero. Esse vírus pode ficar hospedado no corpo por muitos anos sem aparecer, entrando em ação, em situações em que a defesa do organismo estão diminuídos, como por exemplo, em momentos de estress ou gravidez, as infecções por HPV geralmente e assintomático. A mulher pode sentir dores durante a relação sexual, sentir coceira ou corrimento. O mais comum e não ocorrer nenhum sintoma em seu corpo, esta infecção geralmente não causa câncer, mas 99% das mulheres que têm câncer de colo de útero foram antes infectadas por vírus HPV. No Brasil anualmente morrem 7.000 mulheres por câncer de colo uterino. Em estágio inicial as infecções causadas pelo HPV podem ser tratadas com 90% de sucesso, evitando que a cliente tenha maiores transtornos no futuro. Entretanto, a melhor forma contra o HPV é a prevenção e fazer o diagnostico precocemente.

Os fatores de risco aumentam as possibilidades do aparecimento do câncer do colo de útero, estes estão relacionados ao modo de vida de cada indivíduo e o fator de risco mais importante e a infecção pelo o vírus HPV, o papilomavírus humano que é transmitido através da relação sexual de uma pessoa a outra. Esse risco aumenta quando, a mulher se relaciona com homens que teve muitas parceiras ou ela tem muitos parceiros, inicia a atividade sexual muito cedo, a mulher que tem relações com homem que apresente verrugas no pênis ou outras doenças sexualmente transmissíveis, o que aumentam a possibilidade da mulher ser acometida de um câncer de colo uterino (E-CÂNCER, 2008).

Segundo o INCA (2008), ao papilomasvírus humanos (HPV) são capazes de causar lesões de mucosa e pele, as quais crescem limitadamente ou normalmente regridem espontaneamente. Existem mais de 200 subtipos de HPV, no entanto, apenas os subtipos de alto risco estão relacionados a tumores malignos; Os HPV do tipo 6 e 11, encontrados nas verrugas genitais ou condilomas genitais, esses parecem não oferecerem riscos de evolução para malignidade, os vírus de alto risco são do tipo 16, 18, 31, 33, 45, 58 dentre outros, esses tem probabilidade de estar associados a lesões malignas. Foi desenvolvida para previnir a infecção por HPV uma vacina, a qual a única liberada a venda nos Estados Unidos é a quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 6 e 11 esses subtipos presentes em 90% dos casos de verrugas genitais, e contra os tipos 16 e 18 esses têm alto risco de câncer de colo uterino e estão presentes em 70% dos casos.

Entretanto, existem alguns tipos do HPV que possuem alto poder oncogênico, o que leva lesões associadas a esse tipo de vírus evoluírem para uma neoplasia de graus diferentes, havendo possibilidades de desencadear para um adenocarcinomas, podemos citar como um carcinigênese viral, causados por um vírus de DNA. O papilomavírus humano (HPV), esse vírus tem tropismo para epitélio escamoso da mucosa e pele, onde provocam lesões proliferativas de potencial diferenciado para malignidade (BRASILEIRO FILHO et al, 2004).

2.4 PREVENÇÃO

A prevenção primária do câncer do colo do útero está pode ser realizada através do uso de preservativos durante a relação sexual, usando o preservativo  é uma das formas de evitar o contágio pelo HPV, vírus que tem um papel importante no desenvolvimento de lesões precursoras e do câncer. A estratégia que se utiliza para diagnostico da lesão e o diagnóstico precoce do câncer, essa é a prevenção secundária que é a principal estratégia, que é a realização do exame do papanicolau ou exame preventivo como e conhecido no Brasil. Este exame pode ser realizado nos postos ou unidade se saúde que tenham profissionais capacitados para realizá-lo. É de grande importância que os serviços de saúde dê orientações sobre a importância de realizar o exame preventivo, e informações a cerca da doença, pois a sua realização periódica permite reduzir a mortalidade por câncer de colo uterino da população, o INCA vem realizando campanhas educativas para os profissionais de saúde, para incentivar a população o exame preventivo(INCA 2008).

Segundo Smeltzer e Bare (2002), as principais estratégias de prevenção para previnir o câncer de colo uterino no Brasil são a educação em saúde e o rastreamento ou exame do papanicolau. A primeira é uma medida de prevenção primaria que tem como objetivo proporcionar informações a cerca do câncer de colo uterino, incluindo os esclarecimentos em relação os fatores desencadeantes e do seu desenvolvimento e as variáveis de risco como idade precoce para relações sexuais, multiplicidades de parceiros sexuais, gestações precoces, infcções por HPV e DSTs; dentre outras.

Portanto, se faz necessário realizar ações primárias que incluam a promoção em saúde e proteção especifica, onde essas ações estejam destinadas a manutenção da saúde dessas mulheres impedindo assim o desenvolvimento da doença.

As estratégias de prevenção secundaria ao câncer de colo uterino consistem no diagnostico precoce das lesões antes que estas se tornem invasivas, isso pode ser possível através de técnicas de rastreamento compreendidas pelo exame do papanicolau, colposcopia, cervicografia, e agora o mais recente os testes de detecção do DNA do vírus do papiloma humano em esfregaço citológicos ou espécimes histopatológico. O exame preventivo, entre os métodos de diagnóstico, e considerado o mais efetivo entre a população em programas de rastreamento do câncer de colo uterino, sendo uma técnica usada a mais de 40 anos (PINHO; FRANÇA JUNIOR, 2003).

Segundo Brasil (2000), o controle do câncer de colo uterino no Brasil, está sendo um dos maiores desafios para a saúde pública, a falta de uma política que articulasse as diferentes etapas; Fazendo busca das mulheres alvo, coleta, citopatologia, controle e tratamento dos casos positivos, isso de forma eqüitativa em todo o Brasil, assim uma avaliação dos resultados obtidos, pode considerar dois motivos pelos quais as ações de câncer de colo uterino com exceção algumas regiões, não conseguem modificar o quadro da incidência e mortalidade da doença no país.

Assim a partir da Conferência Mundial sobre a saúde da mulher na china, no ano de 1995 o governo Brasileiro passou a investir na detecção do câncer do colo do útero. O programa Nacional de controle do câncer do colo de útero “O Viva Mulher”, entretanto, objetivando, reduzir a mortalidade e as repercussões físicas, psíquicas e sociais desses cânceres na mulher brasileira, oferecendo serviços para prevenção e diagnostico em estágios iniciais da doença, e também no tratamento, e o monitoramento da qualidade do atendimento à mulher nas diferentes etapas do programa. As estratégias de implantação prevêem a resolução das necessidades nas seguintes diretrizes, articular integrar uma rede nacional, reduzir a desigualdade de acesso da mulher à rede de saúde, motivar a mulher a cuidar da saúde, melhorar a qualidade do atendimento, aumentar a eficiência da rede de controle do câncer (BRASIL, 2000).

3 MATERIAL E MÉTODOS

3.1 TIPO DA PESQUISA

Trata-se de uma pesquisa descritiva exploratória que, segundo Gil (1991), Descreve as características de uma determinada população ou fenômeno, proporcionando maior familiaridade com o problema de modo a torná-lo explicito, envolvendo levantamento bibliográfico.

Segundo Queiroz (1992), a pesquisa exploratória objetiva-se em conhecer a variável de estudo como se apresenta, o contexto tem o seu significado na qual se insere. Entendi-se que o comportamento humano e bem melhor compreendido no contexto no qual ocorre.

Essa pesquisa é caracterizada segundo Rudio (1986), como descritiva, pois ela descreve, interessa-se em descobrir e observar fenômenos, classificando os e descrevendo os e interpretando os.

Ruiz (1979), refere uma pesquisa como um fechamento concreto, de uma planejada averiguação, rígida e desenvolvido de acordo com as normas aprovadas pela ciência.

Ainda para Rudio (1999), no sentido mais amplo a pesquisa, é um conjunto de atividades orientadas para buscar conhecimentos, com o objetivo qualificativo da ciência, a pesquisa deve ser sistematizada, utilizando métodos próprios e técnica especifica e usando conhecimentos reais.

A abordagem será de concordo com Gil (2002), quantitativo, pois traduzem em números as informações encontradas, possibilitando a avaliação e analise dos dados e ao mesmo tempo também e qualitativo, pois as informações arrecadadas são qualificadas através de relação entre o alvo da pesquisa e o pesquisador.

Segundo Minayo (2003), os resultados dos dados somados qualitativos e quantitativos se completam, interagem dinamicamente, abrangendo a realidade por cada um.

Essa pesquisa tem caráter documental, pois o instrumento da pesquisa para obtenção dos dados foram prontuários arquivados das mulheres tratadas na clinica ICON no ano de 2007 a maio de 2008, onde foi pesquisada a faixa etária mais acometida, os aspectos sócios econômicos, bem como os possíveis fatores desencadeantes da patologia apresentada, e o tratamento a qual essas mulheres foram submetidas.

3.2 CAMPO DE ESTUDO

O campo de estudo deu-se em uma das clinicas que presta assistência a mulheres acometidas do câncer do colo uterino ICON (Instituto Conquistense de Oncologia) que oferece tratamento quimioterápicos, situada na Av. Otávio Santos, 463 – Recreio na cidade de Vitória da Conquista- Ba, a clinica e conveniada ao serviço único de saúde – SUS, atende a população da cidade de Vitória da Conquista- Ba e das cidades circunvizinhas, cerca de 72 municípios.

Onde foram disponibilizados pela clinica ICON da cidade de Vitória da Conquista - Ba 30 prontuários de mulheres tratadas em janeiro de 2007 a maio de 2008, totalizando 100% dos casos.

3.3 PROCEDIMENTOS

O presente trabalho foi desenvolvido no período de novembro de 2007 a maio de 2008, sendo a primeira etapa do processo o levantamento bibliográfico e, posteriormente foi feita coletas de dados dos prontuários de todas as pacientes acometidas de câncer de colo uterino da clinica ICON onde posteriormente foi elaborado um formulário contendo 08 questões. De modo a contemplar, os fatores contribuintes para o surgimento da doença os aspectos socioeconômicos, bem como os tipos de tratamento realizado e o estágio da doença, conforme Apêndice, onde através das informações contidas nos prontuários foram respondidas o formulário.  Após isto foi feita a revisão de literatura e consolidação dos dados obtidos através do programa Excel e do Word onde os dados foram tabulados e apresentados em forma de gráficos, analisados em forma de discussão dos resultados e feito às considerações finais. Vale ressaltar que na aplicação do instrumento de pesquisa foi utilizado o termo de Esclarecimento Livre e Esclarecido (ANEXO), que conforme a resolução 196/96, que dispõe sobre a pesquisa com seres humanos do conselho Nacional de Saúde (CNS) que os indivíduos envolvidos na pesquisa deverão ter os seus direitos respeitados e garantido o sigilo e o anonimato dos mesmos. 

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dentre os dados dos prontuários podemos saber a idade, a prática de tabagismo, vida sexual, a regularidade em que essas mulheres realizam o exame do Papanicolau, o tratamento a qual essas mulheres foram ou estão sendo submetidas.

A maior incidência entre as mulheres acometidas do câncer do colo do útero na clinica ICON no ano de 2007 a 2008 são de mulheres na faixa etária de 51 a mais de 60 anos que correspondendo a 80 % dos casos (Gráfico1), Concordando com o INCA (2008), que a idade e uma importante determinante para o risco de do câncer de colo uterino, podendo ocorrer em qualquer idade, porém as mulheres em idade avançada e mais acometida, entre 40 a 60 anos.

A presente pesquisa mostra que 87% são de mulheres acima de 41 anos (Gráfico1), o que reforça os dados citados pelo Instituto Nacional do Câncer.

Segundo Brasil (1997), a incidência é de mulheres na faixa etária de 45 a 65 anos, pois segunda a presente pesquisa realizada a idade está cada vez mais avançando. Talvez as mulheres em idade menor não realizem o exame preventivo para detectar precocemente e deixam para o realizarem mais tarde, esses dados se tornam bastante preocupantes, pois a idade menor aos 45 anos seria a idade onde as mulheres estariam em relativos cuidados a natalidade e supostamente deveria está realizando o exame preventivo.

Portanto a evolução do câncer de colo uterino para Brasil (2006), na maioria dos casos se dá de forma lenta, podendo demorar muitos anos passando por varias fazes pré-clínicas; Reforçando assim a idéia de que as mulheres menores de 45 anos não estão realizando o exame do papanicolau chegando à idade avançada com um câncer de colo uterino, que poderia ser diagnosticado antes e tratada.

Adolescente com menor de 15 anos tem baixo risco de apresentar câncer de colo uterino, o risco aumenta dos 30 aos 40 anos, onde deverá esta fazendo continuamente o exame preventivo (E-CANCER, 2008).


Gráfico 1 - Idade das mulheres acometidas por câncer de colo do útero tratadas na clínica ICON no município de Vitória da Conquista - Ba no ano de 2007 a maio de 2008.

Demonstra na presente pesquisa que as mulheres são pouco esclarecidas, pois, talvez esse seja o motivo pela quais essas mulheres não realizam o exame preventivo, por não ter conhecimentos específicos, pois mais de 35% são compostas por mulheres analfabetas (Gráfico 2). Uma pesquisa aplicada na cidade de São Paulo em 2003 revela sobre a realização do exame preventivo que um dos principais motivos para as mulheres não realizarem o exame, era o simples fato de considerarem seu estado de saúde saudável, assim não achando elas necessário a realização de exame do papanicolau, e as mulheres de baixo nível de escolaridade, estas ao responderem a pesquisa alegam vergonha, desconforto e falta de conhecimento a cerca da doença e sobre a necessidade de realizar o preventivo.

Para Pinho e França Junior (2003), o número da incidência e mortalidade no perfil epidemiológico adquirida pelo câncer de colo uterino é muito alta, tanto pelos fatores de risco como também pela educação, devido a pobreza e educação precária, a tentativa de mudança de hábitos de vida, para condições de vida mais saudáveis sofre grande resistência, necessitam de medidas que consigam mudar essas condições reais. Fazendo com que essas mulheres entendam a importância de ter um acompanhamento ginecológico e realizem exames preventivos esse é um dos grandes desafios para os serviços públicos.

Os grupos com maiores vulnerabilidade são os que possuem maiores barreiras, as características comportamentais individuais de cada uma delas, influenciam muito assim como questões culturais, como o medo o preconceito dos parceiros, a falta de esclarecimento. O padrão de consumo que se classifica pelas dificuldades financeiras (PINHO; FRANÇA JUNIOR, 2003).


Gráfico 2 - Grau de escolaridade das mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON de Vitória da Conquista - Ba, no ano de 2007 a maio de 2008.

É assustador o número, pois 90% das mulheres que foram acometidas de câncer do colo do útero na clinica ICON (Gráfico 3), fizeram o exame preventivo apenas 1 vez na vida quando foi diagnosticado o câncer; O que reforça os dados obtidos nessa pesquisa, mais de 35% dessas mulheres que estão em idade acima de 51 anos muitas delas nunca realizaram o exame que detectaria precocemente as lesões no colo uterino (Gráfico 2). Se fosse diagnosticados anos atrás essas mulheres poderiam não ter desenvolvido o câncer, pois segundo Bahia (2000), o Brasil o diagnostico tardio está sendo responsável por 60 a 70% das 6.000 mortes anuais por esse tipo de câncer.

A grande estratégia para o INCA (2008), e justamente a prevenção secundaria que é a realização do exame do papanicolau para reduzir o índice de mortalidade de pessoas acometidas por câncer de colo uterino no Brasil, o exame preventivo que pode ser realizado nos postos ou unidades de saúde, que tenham profissionais capacitados para realizá-lo.

Para Pinho e França Junior (2003), o exame do papanicolau, dentre os métodos de detecção, é considerado o mais eficiente e efetivo a ser aplicado coletivamente, em programas de rastreamento para o câncer de colo uterino, esse teste e realizado a mais de 40 anos no Brasil.

Ainda para o Instituto Nacional do Câncer (INCA 2008), Se houvesse uma grande realização do exame preventivo por parte das mulheres, permitiria chegar em até 90% a redução das taxas de mortalidade por câncer de colo uterino.

Talvez os motivos para tantas mulheres não estiverem realizando e exame preventivo, sejam a questão de falta de implementações educativas ao longo prazo, acerca da doença, quebrando mitos, esclarecendo dúvidas, assim traçando estratégias para que essas mulheres venham fazer a prevenção e controle o mais precoce possível.

Dando forças às idéias citas acima Smeltzer e Bare (2002), diz que as principais estratégias e realmente a prevenção como a educação em saúde que é uma medida de prevenção primaria, que tem por objetivo dar informações acerca da doença, incluindo os esclarecimentos sobre os fatores desencadeantes sobre o câncer de colo uterino.

Segundo Chubaci (2005), em um estudo os motivos em quais as mulheres não realizam o exame do papanicolau, surgem aspectos importantes a serem considerados; Grande parte 50% das mulheres brasileiras não o realiza por ter vergonha, e as que realizaram 63% foi incentivada pelo seu ginecologista, e que em relação às dificuldades somente 10,8% mulheres relatam ter dificuldades em realizar o exame Preventivo.

Baseado nos dados da presente pesquisa essas 90% das mulheres que realizaram o exame preventivo apenas uma vez na vida (Gráfico 3), provavelmente não foi por dificuldade em encontrar uma unidade de saúde para realizá-lo, provavelmente por não ter o conhecimento a cerca da importância de preveni. Se faz necessário implantar medidas educativas para esclarecer a população, sobre os fatores contribuintes para o desenvolvimento do câncer de colo uterino, esclarecimento sobre a doença sua assintomatologia, dentre outros fatores.

Pois temos os dados do (Gráfico 2), que confirmam a hipótese de que falta a população esclarecimento pois 43% das mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON de vitória da conquista nos anos de 2007 e maio de 2008 são analfabetas, e 37% tem apenas o 1° grau completo.


Gráfico 3 - A freqüência da realização do exame preventivo pelas mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON no município de Vitória da Conquista nos anos de 2007 a maio de 2008. 

A presente pesquisa mostra que 33% das mulheres do (Gráfico 4), são acometidas por câncer do colo do útero foram ou são tabagistas, e que 67% não são tabagista e nunca foram (Gráfico 5). Diante desses dados da presente pesquisa, podemos ressaltar que o tabagismo não é um fator de risco predominante nas mulheres acometidas pelo câncer de colo uterino, pois, segundo o INCA (2008) o tabagismo ainda não está bem definido, é constatado que em caso de imunossupressão a incidência aumenta, assim como, diabetes, AIDS, corticoterapias e outros.

Porém desses 33% tabagistas (Gráfico 4), 50% fumaram ou fumam a mais de 10 anos (Gráfico 5), o que pode ser um determinante direto para o acometimento do câncer do colo uterino o tempo de tabagismo.

Já em relação ao tempo em que as mulheres foram ou são tabagistas no (Gráfico 5), mostra que 50% dessas mulheres tabagistas fumaram ou fumam a mais de 10anos o que pode ter sido um fator determinante.

O tabagismo, conforme Grimes e Economy (1996), aparentemente aumenta o risco para o câncer de colo uterino invasivo, apesar de o tabagismo ser um fator não bem conclusivo, é envolvido diretamente em situações de imunossupressão.

Porém para Smeltzer e Bare (2002), o tabagismo é um importante fator de risco.

Como o habito de fumar não foi dominante na minha pesquisa não concorda com Brasil (1997), que diz que mulheres fumantes têm duas vezes mais chances de adquirirem o câncer de colo uterino que as não fumantes.


Gráfico 4 - Incidência do tabagismo em mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008.


Gráfico 5 - Tempo de prática do tabagismo entre as mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008.

realizarem o exame preventivo em 47% delas, pois se encontra com corrimentos ou uma doença sexualmente transmissível, 33% estão apresentando sangramentos anormais, provavelmente o motivo a qual levam as mulheres a realizarem o exame do papanicolau não é porque sabem da importância do mesmo, procuram o serviço por outros Conforme demonstrado os dados do (Gráfico 6), as mulheres procuram motivos.

Para Loiola (2008), pode não apresentar nenhum sintomas, em muitos casos, porém nessa fase muito sempre se detectado precocemente e curável, mas nos casos mais avançados podem acontecer manifestações clínicas como, sangramento e dores durante a relação sexual.

Smeltzer e Bare (2002), afirmam que o câncer de colo uterino raramente produz sintomas, porém, quando os sintomas estão presentes, eles ainda podem passar despercebidos, quando ocorrem sintomas como um sangramento depois da relação sexual ou sangramento irregular a doença pode está avançada.

Confirmando as citações a cima Porto (1994), afirma que o câncer de colo uterino na sua fase inicial, é insidioso e assintomático, na faze inicial; As portadoras desse tipo de neoplasia maligna necessitam de um exame preventivo para se detectar ainda em sua fase inicial, e o carcinoma em estágio mais avançado, apresenta-se como um tumor endofítico ou exofilico, o que provoca hemorragias e corrimentos de coloração amarelada ou sanguinolenta com odor fétido.


Gráfico 6 - Sintomas que levaram as mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008 a realizarem o exame preventivo.

Diante a presente pesquisa podemos observar que 41% das mulheres acometidas por câncer de colo uterino no ano de 2007 a maio de 2008 estão no estagio IIIB e 27% estão no estágio IV (Gráfico 7), que segundo Loiola (2008) o câncer nesses estágios esta avançados, onde o câncer no estagio III esta no momento espalhado pela pelve,  o do estágio IV se espalhou para outras partes do corpo.

Diante desses resultados podemos refletir sobre a questão se essas mulheres tivessem realizado o exame preventivo anteriormente estariam com um câncer avançado?

Provavelmente teriam grandes chances de hoje em dia estarem curadas, pois quanto antes diagnosticado o câncer de colo uterino, maiores as chances de cura.

Esse tipo de neoplasia segundo INCA (2008), é o que possui, dentre todos os cânceres o que tem melhor resposta a prevenção da doença avançada e cura, o diagnostico precoce somado ao tratamento reduz quase que totalmente, o desenvolvimento da doença, levando em conta que sua evolução e lenta e gradativa.

Para WHO (1988), a evolução do câncer do colo uterino demora muitos anos de uma displasia leve de grau I para uma de Grau II pode demorar de 3 a 8 anos, essa média aumenta com a progressão para lesões mais graves, do grau II para o grau III neoplasia mais severa demora de 10 a 15 anos, e mais 10 a 15 anos para um carcinoma invasor.


Gráfico 7- Estágio da doença entre as mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008.

No tratamento das mulheres na clinica ICON como mostra o (Gráfico 8), 69% são tratadas com quimioterapia e radioterapia juntas, pois segundo Thomas (1999), os dois tratamentos interagem melhor, destruindo com mais eficácia as células anormais.
Para Justino (2005), que a radioterapia juntamente com a quimioterapia e o tratamento padrão para a maioria das pacientes portadoras de câncer invasivo, quer esteja confinado apenas a cérvice ou em situação avançada, portanto o tratamento concomitante da quimioterapia e a radioterapia a tendência de tratamento atual.


Gráfico 8 -
O tratamento realizado pelas mulheres acometidas por câncer de colo uterino na clinica ICON no município de vitória da conquista – Ba no período de 2007 a maio de 2008.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados obtidos na presente pesquisa nos levam a crer que apesar das campanhas de incentivo à prevenção, a incidência do câncer de colo uterino ainda é muito alta, campanhas educacionais devem ser realizadas visando conscientizar a população da importância do exame do papanicolau. Sobretudo os grupos populacionais de baixo poder econômico e os menos esclarecidos devem ser priorizados, pois muitas mulheres nunca realizaram o preventivo, principalmente a faixa etária jovem deve ser alcançada, já que quando ocorre a detecção precoce obtém-se praticamente 100% de cura.

Como já mencionado, o câncer de colo uterino pode ser detectado precocemente o teste preventivo está disponível em toda a rede de serviços públicos, é rápido, não dói e toda mulher pode realizar, se detectado é totalmente curável, portanto é inaceitável o índice tão alto de mulheres que vão a óbito por ano por causa do câncer de colo uterino.Porém, se o índice de mulheres acometidas por câncer de colo uterino continua apresentando uma alta incidência, pode se concluir que as ações adotadas são ineficientes.

Mesmo com as medidas implantadas pelo governo para incentivar a realização do exame preventivo, pode ser constatado nos dados da presente pesquisa que 90% das mulheres nunca haviam realizado o exame preventivo, e só o realizaram por aparecimento de sintomas lá no estágio avançado da doença.

Para que haja êxito dos programas de rastreamento se faz necessário que se utilizar estratégias de busca ativa dessas mulheres. Isso deve ocorrer em nível municipal, através, por exemplo do programa de saúde da família, que constitui-se numa importante ferramenta para aumento da cobertura do teste preventivo, fazendo a busca das faltosas, uma vez que este programa trabalha diretamente com a população mais vulnerável, podendo assim continuar contribuindo no processo, esclarecendo a população a cerca dos fatores associados e sobre a importância da realização periódica do exame preventivo, havendo assim um impacto positivo no rastreamento do câncer, para diminuir a incidência.

REFERÊNCIAL

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WHO (Word Health Organization). Cytological screening in the control f cervical cancer technical guidelines. Genebra; 1988.

APÊNDICE

FORMULÁRIO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS

01 Idade das mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008.

(  ) 30 a 40      (  ) 40 a 50      (  ) 50 a 60      (  ) 60 a mais

02. Grau de escolaridade das mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008.

(  ) Alfabetizada        (  ) Não alfabetizada        (  ) 1° grau incompleto      (  ) 2° grau incompleto      (   ) 1° grau completo      (   ) 2° grau completo      (  ) Superior 

03. Se as mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008 são tabagistas?

(  ) Sim    (  ) Não

04. Quanto tempo essas mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008 é ou foi tabagista?

(  ) menos de 1 ano    (  ) 2 a 4 anos     (  ) 5 a 10 anos    (  ) mais de 10 anos

05. A freqüência que essas mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008 realizava o exame preventivo antes do diagnóstico do câncer de colo uterino?

(  ) A cada 6 meses      (  ) A cada ano      (  ) A cada 2 anos      (  ) + de 2 anos  
(  ) nunca havia realizado antes o primeiro foi o que diagnosticou o câncer de colo uterino.

06. Os sintomas que levaram essas mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008 a procurarem um profissional da saúde e realizarem o exame preventivo?__________________________________________

07. Qual o tratamento realizado pelas mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008?

(  ) Radioterapia      (  ) Quimioterapia      (  ) Quimioterapia e radioterapia    
(  ) nenhum      (  ) Procedimento cirúrgico, histerectomia.

08. O estágio que foi diagnosticado a neoplasia pelas mulheres acometidas por câncer do colo do útero na clinica ICON, no município de Vitória da Conquista – Ba no ano de 2007 a maio de 2008?

(  )  Estágio I    (  ) Estagio II     (  ) Estágio III      (  ) Estágio IV

Por Kessia Kelly Passos Nascimento


  • domingo | 13/04/2014 | Edna dos Santos


    Muito esclarecedor.



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