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Língua brasileira de sinais no contexto da escola bilíngue

Os professores estão recebendo, ainda de forma rápida, mas necessária, uma preparação a fim de receber de forma adequada estes alunos surdos em sala regular de ensino, pois muitos não possuem nenhuma capacitação em LIBRAS.

 GODOI, P; SANTOS, M. F; SILVA, V. F. Língua Brasileira de Sinais no Contexto Bilingue. Tupã, 2013. 38 p. Monografia (Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização) – Faculdades FACCAT.

1. RESUMO

Se analisarmos o contexto histórico da educação de surdos, chegaremos à conclusão que a aprendizagem para os surdos está sendo bastante favorável. Os professores estão recebendo, ainda de forma rápida, mas necessária, uma preparação a fim de receber de forma adequada estes alunos surdos em sala regular de ensino, pois muitos não possuem nenhuma capacitação em LIBRAS. Uma das metodologias são o ensino de LIBRAS, com estudos, pesquisas e vivências que mostraram que tornar uma escola Bilíngue é a melhor maneira e para alfabetização do aluno com surdez, ou seja, fazer das LIBRAS uma mediadora no ensino de Língua Portuguesa que é a língua falada em nosso país.

2. INTRODUÇÃO

Ao longo da história, o sujeito surdo foi rotulado em consequência dos conceitos e representações construídas acerca da surdez, desta forma ele sofre com o estigma da deficiência e da incapacidade.

Atualmente, vivemos em uma sociedade letrada, sendo imprescindível o domínio do código linguístico a fim de ter acesso ao lazer, aspectos sociais, culturais e econômicos. Através do Bilingüismo se espera que o sujeito surdo comunique-se fluentemente na sua língua materna (língua de sinais) e na língua oficial de seu país. Através da língua de sinais propicia-se o desenvolvimento linguístico e cognitivo da criança surda, facilitando assim o processo de aprendizagem, servindo de apoio para a leitura e compreensão do mundo.

A partir do exposto, este trabalho tem por objetivo compreender a Língua Brasileira de Sinais no Contexto Bilingue sua construção pelo sujeito surdo e sua influência, refletindo sobre sua dimensão e sua relevância para sua identidade surda. Desejamos suscitar reflexões críticas sobre as práticas pedagógicas, o ambiente e os critérios de bilinguismo que a escola pretende alcançar com o aluno surdo, esclarecendo o que o bilinguismo propõe.

Para tanto, no primeiro capítulo denominado “A Educação Inclusiva”, realizaremos um breve histórico sobre a educação do surdo, exporemos as legislações Brasileiras que tratam da inclusão do surdo e discutiremos a evolução do oralismo ao bilinguismo. No segundo capítulo, denominado “Libras e Língua Portuguesa”, discorreremos sobre a Língua Brasileira de Sinais e sua importância para comunicação do aluno surdo, assim como sua mediação na aprendizagem da Língua Portuguesa. Por fim, no último capítulo, nomeado “A escola bilíngue como ferramenta de inclusão social”, dissertaremos sobre a proposta de Escola Bilíngue e o grande desafio de se constituir o bilinguismo.

3. A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

3.1 Breve histórico sobre a surdez

Durante a antiguidade, em algum, as comunidades pensava-se que as crianças deficientes eram uma manifestação da presença da divindade ou que poderiam absorver os males que recairiam sobre o grupo. Os Gauleses, por exemplo, sacrificavam crianças surdas ao deus Tutátis.

As crianças com deficiência poderiam ser mortas, era considerado um estorvo, principalmente para os povos nômades. No Egito, por exemplo, as pessoas com deficiência eram exterminadas ao nascer ou durante suas vidas. Os Hebreus, por exemplo, consideravam que estes teriam "impureza" ou pecado, sendo a deficiência uma punição de Deus.

Os Gregos e os Romanos não consideravam o deficiente como um ser humano, isso porque para a sociedade da época, uma pessoa só vivia e/ou existia se pudesse trabalhar estudar, lutar ou se pudesse se comunicar.

Na Idade Média, os monges que viviam em convento faziam um voto de silêncio, não podendo se comunicar de forma alguma. Assim foi criado um código por meio de sinais na qual conseguiam se comunicar sem que houvesse a emissão sonora.

Neste período, estes mesmos monges foram chamados pela Igreja Católica para se tornarem responsáveis pela educação das crianças e jovens dos castelos, pois os filhos dos Reis eram, em sua grande maioria, surdos.

Isso ocorria devido aos casamentos entre membros da mesma família, para que a herança não fosse deixada para famílias que não fossem nobres. A Igreja Católica era beneficiada com tal atitude, pois os nobres contribuíam de forma bem generosa com a igreja.

Na Idade Moderna, as pessoas surdas ou deficientes começaram a ser valorizadas devido aos trabalhos e avanços educacionais. Em 1660 foi idealizado o primeiro alfabeto manual para o auxílio à educação dos surdos, pelo padre Bonet (1579-1633). Os estudiosos passaram, através dos séculos, a ter grande interesse por este tipo de ensino, pois trazia enorme benefício financeiro, já que as famílias que se utilizavam de professores eram nobres.

A partir do século XVII, foi criada a primeira escola pública para surdos, na frança, pelo Charles Michel L’Épée em 1760.

O abade Charles-Michael de L’Épée (1712-1789) foi um educador filantrópico francês que ficou conhecido como “Pai dos Surdos” e também um dos primeiros que defendeu o uso da Língua de Sinais (...) teve a disponibilidade de aprender a língua de sinais para poder se comunicar com os surdos (...) referindo-se à língua de sinais com respeito. ( HONORA, 2009, p. 21-22).

Durante a Idade Contemporânea, mais precisamente ao final do século XVIII, a educação para surdos realmente começou a se desenvolver. Tivemos vários avanços tecnológicos que propunham o aprendizado da fala pelo surdo. O oralismo começou a ganhar força a partir da segunda metade do século XIX, em comparação com o da língua de sinais, que acabou sendo proibida.

No Brasil, a educação dos surdos teve seu início com o francês Hernest Huet, durante o segundo império, pois o filho da princesa Isabel e neto de D Pedro II era surdo.

Hernest Huest, ex-aluno surdo do Instituto de Paris, trouxe o alfabeto manual francês e a Língua Francesa de Sinais. Deu origem à língua Brasileira de Sinais, com grande influência da língua Francesa (...) apresentou documentos importantes para educar os surdos, mas ainda não havia escolas especiais (HONORA, 2009, p. 27).

Assim sendo, foi fundado em 1857 no Rio de Janeiro o Instituto Nacional de Surdos-Mudos que hoje é o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

Em 1911 se tornou expressamente proibida qualquer forma de linguagem gestual para a alfabetização dos deficientes auditivos, devido ao Congresso de Milão, onde ficou permitido somente o método do Oralismo nas disciplinas escolares.

Em l964, Gallaudet fundou a primeira faculdade para surdos nos Estados Unidos. A língua dos sinais tornou a ressurgir associada à forma oral, com o aparecimento de novas correntes, como a Comunicação Total na década de 70 e, mais recentemente, o Bilingüismo.

A Comunicação Total defende a utilização de todos os recursos lingüísticos, orais ou visuais, simultaneamente, privilegiando a comunicação, e não apenas a língua. Já o Bilingüismo acredita que o surdo deve adquirir a língua dos sinais como língua materna, com a qual poderá desenvolver-se e comunicar-se com a comunidade de surdos, e a língua oficial de seu país como segunda língua: “compreensivelmente líderes surdos, principalmente aqueles oralizados, temem que a proposta bilíngüe elimine de vez o direito do surdo em ter acesso à oralidade o que os distanciaria dos próprios pais” (SOUZA, 1996, p. 127).

Se pesquisássemos toda a história sobre a educação dos sujeitos surdos, chegaremos à conclusão que a aprendizagem para os surdos está sendo bastante favorável. Os professores estão recebendo ainda de forma rápida, mas necessária, uma preparação a fim de receber de forma adequada estes alunos surdos em sala regular de ensino, pois muitos não possuem nenhuma capacitação em LIBRAS.

3.2 Legislação Brasileira

Em 26 de setembro de 1867 foi aprovada a Lei de nº 939 que designava a verba para auxílio orçamentário ao novo estabelecimento e pensão anual para cada um dos dez alunos que o governo imperial mandou admitir no Instituto. Assim sendo, Dom Pedro II trouxe para o Brasil um surdo francês chamado Edward Huet, iniciando assim a educação dos surdos no Brasil. Foi fundada a primeira escola para surdos no Rio de Janeiro – Brasil, o “Imperial Instituto dos Surdos-Mudos”, hoje, “Instituto Nacional de Educação de Surdos”– INES. Foi nesta escola que surgiu da mistura da língua de sinais francesa com os sistemas já usados pelos surdos de várias regiões do Brasil, a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Em dezembro do mesmo ano, Eduardo Huet apresentou ao grupo de pessoas, na presença do imperador D.Pedro II, os resultados de seu trabalho causando boa impressão Em seis de julho de 1957 é promulgada a lei nº 3.198, em que o “Imperial Instituto dos Surdos-Mudos” passou a chamar-se “Instituto Nacional de Educação dos Surdos” – INES. Nesta época, Ana Rímola de Faria Daoria assumiu a direção do INES com a assessoria da professora Alpia Couto, proibiram a língua de sinais oficialmente nas salas de aula, mesmo com a proibição os alunos surdos continuaram usar a língua de sinais nos corredores e nos pátios da escola.

Em 1957, o Decreto nº 42.728 criou a Campanha para Educação de Surdos Brasileira (CESB). Em 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil; capítulo III; seção I; artigo 208, inciso III decretou que atendimento educacional especializado aos portadores de necessidades educativas especiais, preferencialmente na rede regular de ensino.

Em 1996, a LDB 9394/96, no capitulo V; artigo 58; parágrafo primeiro constitui que haverá, quando necessário, serviço de apoio especializado na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela para a educação especial. Já parágrafo segundo declara que o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. O artigo 59, inciso III, declara que os professores com especialização adequada em nível médio ou superior para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educando nas classes comuns.

Em 1999, o Decreto nº 3298/99, regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, e dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências. Em 2000, a Lei nº10. 098/00 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Em 2001, Leis Federais Nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001, aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências (Educação Especial - Implantar em (05) cinco, generalizar em (10) dez Anos, o ensino da Língua Brasileira de Sinais para os alunos surdos e sempre que possível para seus familiares, para o pessoal da unidade escolar, mediante um programa de formação de monitores em parceria com organizações não governamentais).

Já em 2002, este Decreto regulamenta a  Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, e o  art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.    No artigo 1o, esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. No artigo 18, encontramos que o Poder Público programa a formação de profissionais intérpretes de escrita em braile, linguagem de sinais e de guias-intérpretes, para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação.

Data de 2005, o Decreto nº 5. 626/05 regulamenta a lei 10.436/02 e a lei 10.098/00. O Artigo 3º institui que a Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; Art. 5º A formação de docentes para o ensino de Libras na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental deve ser realizada em curso de Pedagogia ou curso normal superior, em que Libras e Língua Portuguesa escrita tenham constituído línguas de instrução, viabilizando a formação bilíngue.

Segundo o Referencial Nacional para Educação Infantil: as estratégias e orientações para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais têm por objetivo propiciar a realização do trabalho do professor com alunos surdos. Este referencial serve para direcionar o trabalho educacional em creches e pré-escolas, por meio de esforço conjunto dos órgãos políticos competentes da educação, saúde e bem estar social (BRASIL, 2000, p. 48).

Para proporcionar uma maior orientação aos professores interessados e para utilização de recursos didáticos, foram cuidadosamente elaborados os parâmetros curriculares nacionais da educação especial, dentre os inúmeros materiais disponíveis, como dicionário bilíngüe que são oferecidos pelo governo, e a utilização do intérprete em sala de aula a partir da notificação da presença de alunos deficientes na escola, CD ROM de libras, softwares educativos específicos em deficiência auditiva, livros apostilas da língua brasileira de sinais - LIBRAS.

Para alunos com deficiência auditiva: Materiais e equipamentos específicos: prótese auditiva, treinadores de fala, tablado, softwares educativos específicos etc.; textos escritos complementados com elementos que favoreçam a sua compreensão: linguagem gestual, língua de sinais e outros; sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades do aluno: leitura orofacial, linguagem gestual e de sinais; salas-ambiente para treinamento auditivo, de fala, rítmico etc.; posicionamento do aluno na sala de tal modo que possa ver os movimentos orofaciais do professor e dos colegas; material visual e outros de apoio, para favorecer a apreensão das informações expostas verbalmente (BRASIL, 1998, p. 46).

Os educadores com maior experiência dão preferência aos métodos lúdicos por proporcionar às crianças surdas melhores desenvolvimento cognitivo e interesse, concentração por meio de jogos (tipo segue o mestre, imitação, desenhos, teatro sinalizado, brincadeiras, hora do conto com fantoches).

Existem muitas leis voltadas para as pessoas com deficiência, indicando a necessidade de diferenciação em relação aos demais cidadãos. No entanto, mesmo depois de decretadas, as leis são implantadas de modo lento e parcial, sendo ignoradas pela maioria da população.

O educador, para trabalhar com os alunos surdos precisam possuir qualificação em educação especial ou pelo menos uma habilitação na língua de sinais, uma vez que “o aprendizado da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, pode proporcionar total interação entre os alunos e um maior desenvolvimento cognitivo” (BRASIL, 2000, p. 48).

 As instituições de ensino regular poderão diminuir as barreiras existentes com a ausência de comunicação entre o mundo das crianças surdas e das crianças ouvintes.

O aprendizado inicial destas crianças deve ser o da Língua de sinais, Essa é a sua primeira língua, é com ela que ela pensará e construirá seu conhecimento. A idade mínima para que uma criança possa ser exposta ao aprendizado da linguagem de sinais é a de mais ou menos seis ou sete meses, mesmo que ela só venha a utilizar estes sinais aprendidos após o sétimo ou oitavo ano com maior desenvoltura. Assim sendo, a criança deve ser introduzida desde cedo à língua materna, podendo ainda ser realizadas atividades com bebês surdos visando sempre desenvolver habilidades visuais e ensinar a linguagem de sinais-LIBRAS.

É mediante o contato com os pais que a criança já consegue em dois ou três meses no mínimo para fazer uso e sinalizar de forma que se possa entender e estimular seus pequenos gestos.

Pensar em adequação curricular significa considerar o cotidiano das escolas, levando – se em conta as necessidades e capacidades dos seus alunos e os valores que orientam a prática pedagógica. Para os alunos que apresentam necessidade particularmente importante (BRASIL, 1998, p. 62).

Os profissionais e pessoas envolvidas com a educação especial devem sempre estar se atualizando, pois, sendo assim o aprendizado será um só e todos terão seus direitos respeitados.

Os currículos devem adaptar-se às necessidades da criança e não vice-versa. As escolas, portanto, terão de oferecer oportunidades curriculares que correspondam às crianças com capacidades e interesses distintos. As crianças devem receber apoio pedagógico suplementar no currículo regular e não um diferenciado (unesco, 1994, p. 22).

Espera-se que o professor possua capacitação profissional compatível com a do educando atendido, a fim de possibilitar sua aprendizagem.

A escola deve disponibilizar um profissional fluente na Língua Brasileira de Sinais para facilitar o educador na ministração de suas aulas e/ou ainda utilizar recursos didáticos adaptados para o deficiente, que hoje já é oferecido pelos órgãos públicos, gratuitamente.

A educação para o surdo requer do professor uma metodologia baseada em experiências concretas, para tornar o aprendizado melhor aproveitado.

O aluno, o professor e seus familiares devem sempre dar preferência à comunicação em LIBRAS, pois a maior parte do que aprendem é o que vivenciam e sentem.

O principio fundamental das escolas inclusivas consiste em todos os alunos aprendem juntos, sempre que possível, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentem. Estas escolas devem receber e satisfazer as necessidades diversas de seus alunos, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos. (unesco, 1994, p. 11).

O desenvolvimento deve ser facilitado se na escola houver turmas reduzidas o que deverá influências na interação do aluno surdo para com os colegas ouvintes e principalmente poder atingir um aprendizado qualitativo e não quantitativo.

O professor precisa buscar formas alternativas de ensinar estes alunos surdos e soluções para as dificuldades.

O trabalho de linguagem, tanto de língua portuguesa (oral), quanto de língua brasileira de sinais (LIBRAS), e desenvolvida de forma de que a criança surda se utilize do instrumento lingüístico que a torne capaz de se comunicar tanto com seus familiares quanto com a sociedade em que esta inserida (unesco, 1994, p. 11).

As instituições de ensino regular necessitam explorar as potencialidades do educando, levando em conta sempre suas especificidades e integrem plenamente na sociedade.

Como todas as outras, as línguas de sinais são vivas, pois estão em constante transformação com novos sinais sendo introduzidas pelas comunidades surdas de acordo com suas necessidades. As línguas de sinais não são universais. Cada uma tem a sua própria estrutura gramatical e assim, como não temos uma língua oral única, também não tem apenas uma língua de sinais (HONORA, 2009, p. 41).

As pessoas surdas têm as mesmas possibilidades de desenvolvimento das ouvintes. O que se faz necessário é a adaptação dos recursos didáticos a serem utilizados pelos professores, para suprir esta especificidade. Todo surdo tem de ser estimulado para desenvolver sua potencialidade e se integrar na sociedade e participar dos fatos que os cercam e usufruir dos relacionamentos com os outros indivíduos sendo ele ouvinte ou surdo.

Os educadores de pessoas surdas enfrentam várias dificuldades ao longo da aprendizagem, porque enfrentam dificuldades quando se deparam com que deveria ser primordial na aquisição da aprendizagem - a audição - no processo inicial de comunicação.

Para que haja uma inclusão apropriada se faz necessário o desenvolvimento de estratégias que visam proporcionar uma educação tais como adaptação do currículo escolar, aperfeiçoamento e melhorias nos recursos didáticos pedagógicos, capacitação de professores, entre outros. Tendo em vista que as famílias da criança atendidas nas instituições de ensino regular também precisam de atenção especial, juntamente com profissionais especializados como para auxiliarem na adaptação e aprendizagem da criança.

As escolas que acolhem o surdo em sala regular de ensino têm como finalidade promover sua participação num contexto social ampliado, para assim garantir igualdade social e educacional, permitindo um contato mais direto com a linguagem oral. Os alunos ouvintes e os surdos têm que ser estimulados e motivados a se tornarem comunicativos entre si.

O desafio é entender a inclusão a um número maior de escolas e comunidades e, ao mesmo tempo, ter em mente que principal propósito é facilitar e ajudar na aprendizagem e o ajustamento de todos os alunos, os cidadãos do futuro. Nossas escolas e comunidades se tornaram tão boas quanto decidimos torná-las.

Os professores e demais profissionais que atuam junto ao aluno surdo na escola regular devem ser informados de que, embora ele possa não ter uma linguagem claramente expressa, poderá ter mais chances de integrar-se à escola regular, que recebe alunos surdos para promover seu processo de integração O aluno precisa também de uma sala de recursos para atendimento às suas especificidades.

As instituições de ensino têm a obrigatoriedade de sempre que necessário evidenciar que a criança surda é importante e que primeiramente ela terá que aprender sua língua materna a LIBRAS para depois estar apta para adquirir a língua portuguesa escrita e falada. Visando sempre que não será uma tarefa fácil, mas que dependerá do seu desempenho e muita força de vontade.

3.3 Do Oralismo ao Bilinguismo

Percebemos que existem algumas abordagens pedagógicas que se conflitam entre si – oralismo, comunicação total e bilinguísmo. A educação surda se iniciou aqui durante o segundo Império, quando Dom Pedro II trouxe um professor surdo da frança. Em 1857 fundou-se onde é hoje o Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES). O oralismo somente foi estabelecido em 1911, mas de forma marginalizada.

No entanto por volta das décadas de 70 a 80 com estudos mais aprofundados acerca da surdez iniciou – se o estudo sobre a comunicação total pela pesquisadora Ivete Vasconcelos. A partir das décadas seguintes com novas pesquisas da professora Luciana Ferreira Brito (1993), o bilinguismo ganhou espaço entre as instituições de ensino. Em 1994 propôs se a abreviação para LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais.

Atualmente contamos com vários recursos para a educação destas crianças, como as classes especiais, salas de recursos e espaços educacionais para surdos, apesar disto o que percebemos alguns obstáculos, como exemplo a falta de recursos didáticos especiais para a educação, falta de profissionais devidamente capacitados para trabalhar com nossas crianças, entre outras.

Oralismo com ele se espera que exista a interação da criança surda no meio social e cultural do ouvinte, e sua especificidade possa ser reduzida pela estimulação auditiva. Entretanto da – se ênfase ao desenvolvimento da personalidade ouvinte em um individuo surdo.

A linguagem oral e a única forma de estimulação, sendo predominante para os que visam na filosofia oralista.

A criança surda deve, então, se submeter a um processo de reabilitação que inicia com a estimulação auditiva precoce, ou seja, que consiste em aproveitar os resíduos auditivos que quase a totalidade dos surdos possuem e possibilitá-las a discriminar os sons que ouvem [...] deve chegar à compreensão da fala dos outros e por último começar a oralizar. Este processo, que deve ser iniciado ainda no primeiro ano de vida, dura em torno de 8 a 12 anos, dependendo das características individuais da criança (GOLDFELD, 2001, p. 32).

A comunicação total esta entre o meio termo da comunicação para os surdos e comunicação para o ouvinte e vice versa, não deixando de lado os aspectos cognitivos, emocionais e sociais para o pleno exercício da aprendizagem das crianças surdas. No entanto faz se necessário à utilização de recursos espaço visual como método de facilitador da aprendizagem.

Contudo defende-se o uso de qualquer recurso linguístico para facilitar a comunicação – sinais, oralidade, códigos manuais.

O Bilinguismo aceita e convive diretamente com a diferença, procurando aproximar e facilitar a comunicação entre crianças surdas e a família ouvinte. O básico desta filosofia é o aprendizado da língua materna e natural (de sinais) e como a segunda a oficial do país ( para nós o português brasileiro).

Neste contexto, podemos compreender que o povo surdo forma uma comunidade com cultura, língua e identidade próprias.

A proposta da educação bilíngue para surdos pode ser definida como uma oposição aos discursos e às práticas clínicas hegemônicas características da educação e da escolarização dos surdos nas últimas décadas e como um reconhecimento político da surdez como diferença (SKILIAR, 1998, p. 1).

Atualmente, a inclusão é apenas um jogo político-maravilhoso no papel, porém não percebemos isso como uma real inclusão.

Podemos perceber uma forte contrariedade no termo “bilingue”, o qual não pode ser descrito como uma situação de harmonia e intercâmbios culturais, mas como uma realidade conflitiva.

O ideal seria que nas instituições de ensino regulares, ou seja, de ouvintes, é que as mesmas se preparassem para dar aos alunos surdos os conteúdos pela língua de sinais, através de recursos visuais, tais como figuras, língua portuguesa escrita e leitura, a fim de desenvolver nos alunos a memória visual e o habito de leitura, que recebam o apoio de professor especialista conhecedor de língua de sinais e enfim, proporcionando interprete de língua de sinais brasileira, para o maior acompanhamento das aulas. Ouras possibilidade é contar com a ajuda de professores, interlocutores e monitores surdos, que auxiliem o professor e trabalhem com a Libras na escola.

4. LIBRAS E LINGUA PORTUGUESA

4.1 Línguas Brasileira de Sinais e sua importância para a comunicação do aluno surdo

Seguindo Marchesi, (1995; Sanchez, 1990), durante a década de 60 estudos e pesquisas fizeram com que houvesse uma mudança significativa na educação do surdo. Mas em contrapartida, professores envolvidos com a educação especial nessa época que tinham em sua concepção o oralismo e que em sala desenvolvia como proposta na tentativa de comunicação e socialização desse aluno surdo tinha resultados que não era satisfatório, pois não tinha um nível suficiente e o aluno não tinha nenhuma habilidade na leitura e nem na escrita.

Com os estudos realizados com a Língua de Sinais Brasileira (Stock, 1960) notou-se que a língua continha em sua estrutura linguística gramatica e teria as mesmas funções de uma língua oralizada e possibilidades de expressões e interpretações na sua abstração. Com as pesquisas realizadas, percebeu-se que a LIBRAS não prejudicava na educação do aluno surdo, mas, ao contrário, ajudava no desenvolvimento do aluno em sala de aula. Atualmente, a Língua de Sinais Brasileira é considerada a primeira língua do surdo. Ela é adquirida de forma espontânea sem que haja treinamento.

A educação do aluno surdo na década de 60 sempre defendeu o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais e sua aquisição pelas as instituições de ensino que incluía o aluno surdo e a consciência por parte dos docentes, pois os resultados com o método oralista não eram positivos. De acordo com a Lei 5692/71, que em sua formulação dedicou somente um artigo para Educação Especial que na época sofreu muitas criticas dos especialistas da área o artigo 9º; que amparava os alunos surdos e crianças que apresentavam outras deficiências deveriam receber tratamento especial fixado pelo Conselho Nacional de Educação. Os defensores da Comunicação Total fomentam incentivos à comunicação aproveitando, quando válidas, as alternativas que viabilizam a comunicação quer por sinais acústicos, quer por sinais visuais.

Por isso a escola deve estar preparada para receber esse aluno com deficiência, deve se reorganizar para receber essa especificidade, pois o foco da inclusão deve ser um ensino de qualidade a todos. Respeitar a Língua de Sinais Brasileira para surdos, no caso do Brasil é o primeiro passo para que haja sua real integração a sociedade.

A escola deve respeitar as diferenças e oferecer ao aluno autonomia dentro da sala de aula, pois depois de muitos estudos e pesquisas realizados por profissionais dedicados que seguiram outros rumos impostos por uma sociedade oralista, a Língua Brasileira de Sinais deixa de ser vista como “mimica” e finalmente, a partir de 1960, ela passa ser reconhecida cientificamente como Língua natural do surdo de modalidade gestual.

A educação inclusiva representa um passo muito concreto e manejável que pode ser dado em nossos sistemas escolares para assegurar que todos os estudantes comecem a aprender que o `pertencer’ é um direito, não um status privilegiado que deva ser conquistado (Kunc, 1992 apud SASSAKI, 1997, p. 123).

O professor de sala regular é imprescindível, além da sua capacitação profissional ele deve estar, assim como a Escola, preparado para receber essa “diferença”. A inclusão não deve acontecer somente fisicamente, mas a aprendizagem desse aluno deve ser significativa. É necessário saber também o que o professor pensa em relação ao “diferente” e mais importante o que o professor necessita o que almeja e como desenvolve na prática.

[...] deveremos nos questionar se a escola inclusiva tem essa conotação a partir de adaptações curriculares ou da conscientização dos profissionais envolvidos no processo educativo? Os alunos têm que aprender juntos sempre que possível, mas a instituição de ensino tem que assegurar condições para que esse processo seja concluído. Mas não vamos atribuir toda culpa à escola, pois ela é apenas a ponta do “iceberg”. Os Estados e Municípios deveriam assegurar que essas instituições tivessem condições necessárias para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais. Na fala de um professor entrevistado, o processo da Escola Inclusiva fica caracterizado como “atropelado”. De certa forma, no caso os professores designados pelo Estado, estes chegam até a escola sem ter conhecimento do que vão encontrar. Nesse caso, nota-se a falta de compromisso do órgão gestor, que não se preocupa em garantir que esses educandos tenham um atendimento adequado as suas necessidades (FREITAS, 2001, p. 25),

O que leva muitos professores do ensino regular à resistência quanto aos alunos deficientes, na maioria dos casos, a falta de conhecimento de como lidar com esses alunos, sendo assim eles se sentem despreparados para assumir esse trabalho inclusivo.

Assim sendo, com o aumento da demanda de alunos surdos na escola regular é fundamental se conhecer a imagem que professores de escola regular estão construindo a respeito da surdez e do aluno surdo, pois não basta saber que a LIBRAS a primeira língua do surdo, mas a imagem deste profissional e principalmente sua prática pedagógica.

Há que considerar, ainda, o aspecto qualitativo de como essa inclusão vem acontecendo na prática cotidiana. Aceitar um aluno com deficiência numa sala de aula comum implica em diversas mudanças, sobretudo, nas atividades de ensino e isso, muitas vezes, acaba sendo uma tarefa dos próprios professores na aceitação desses alunos.

A escola deve trabalhar em ação conjunta, coordenação, professores e alunos a fim de proporcionar, ao aluno deficiente, ferramentas para que ele possa se comunicar com o mundo que este inserido esse trabalho vem defender que a LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais é sim a forma mais adequada e estruturada para que essa comunicação aconteça. A escola deve estar aberta essa concepção lingüística, apresentando aos alunos ouvintes que convivem no cotidiano escolar desse aluno.

A Língua de Sinais permite ao surdo um desenvolvimento completo de sua linguagem, pois, sendo uma Língua de modalidade visual-gestual não há qualquer empecilho orgânico para que o surdo a adquira. Esta língua não precisa ser ensinada. Ao ter contato com adultos e outras crianças que usam a Língua de Sinais, a criança poderá mergulhar no “fluxo da comunicação” e ter, então, o despertar da sua consciência.

As Línguas naturais têm a importante função de suporte do pensamento, função esta frequentemente ignorada por especialistas envolvidos na educação do surdo que consideram a Língua apenas como meio de comunicação. (...) As Línguas de Sinais, por serem naturais e de fácil acesso para os surdos, são extremamente importantes para o preenchimento da função cognitiva e suporte do pensamento. (BRITO, 1993, p. 34).

Por esta razão, defendo uma educação bilíngue para os surdos, ou seja, de que a criança que nasceu surda profunda adquira a Língua de Sinais o mais cedo possível com um adulto surdo.

Os indivíduos não recebem a língua pronta para ser usada; eles penetram na corrente de comunicação verbal; ou melhor, somente quando mergulham nesta corrente é que sua consciência começa a operar. (...) Os sujeitos não “adquirem” a língua materna; é nela e por meio dela que ocorre o primeiro despertar da consciência. (ALBANO, 1990, p. 108)

A educação da pessoa surda, nos anos 60, acompanhou esse movimento, ou seja, a implementação da LIBRAS nas escolas regulares, tendo como bandeiras o reconhecimento, as pesquisas sobre a aquisição da linguagem e a tomada de consciência dos educadores dos resultado não satisfatórios dos métodos orais para aquisição de conhecimentos pelos surdos.

Por isso, a luta por um ensino vem de longa data, basta a escola e todos envolvidos, professores, famílias acabar com o preconceito que surdo tem que falar sendo que o surdo pode usufruir de uma língua própria dele de fácil compreensão pela complexidade da deficiência. Com a LIBRAS, o aluno tem a possibilidade de se expressar, se comunicar e interagir e principalmente se socializar com o meio que está inserido, sendo num âmbito educacional ou no seu cotidiano, pois o aluno deve ter por direito acesso ao ensino de libras que é previsto em lei.

Uma decisão de especial relevância para educação dos surdos no Brasil foi tomada pelo Congresso Nacional, ao sancionar a lei federal nº 10.436, de 24 de Abril de 2002, que declarava nos seus três primeiros artigos:

- Art.1º: É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.

Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

- art.2º: Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.

- art.3º: As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor.

4.2 Línguas Brasileiras de Sinais e a mediação na aprendizagem da Língua Portuguesa

Nas últimas décadas, o ensino Especial em sala regular vem sendo estruturado para atender as necessidades dos alunos com surdez que são inclusos.

Uma das metodologias são o ensino de LIBRAS, com estudos, pesquisas e vivências que mostraram que tornar uma escola Bilíngue é a melhor maneira e atrativa para alfabetização do aluno com surdez, ou seja, fazer das LIBRAS uma mediadora no ensino de Língua Portuguesa que é a língua falada em nosso país.

LIBRAS é a primeira língua natural do surdo e deve ser apresentada ao aluno desde cedo, com a Escola Bilíngue que traz em sua proposta que todos tenham acesso ao ensino especializado não somente para alunos com surdez, mas aos ditos ouvintes, pois com essa proposta ficaria mais fácil para o aluno surdo interagir mais e ter sua autonomia.

A realidade na maioria das vezes é frustrante para o aluno surdo que é somente incluído, pois fica alheio às atividades desenvolvidas em sala de aula. Isso se mostra porque com o despreparo por parte do professor e os problemas comportamental e sócio cultural é compreensível que o docente se mostre inseguro quanto à alfabetização desse aluno especial.

As crianças com deficiência auditiva apresentam alguns dos problemas mais difíceis e desafiantes para a educação especial. A perda auditiva interfere tanto na recepção da linguagem quanto na sua produção. Pelo fato de a linguagem interferir em praticamente todas as dimensões do desenvolvimento, a incapacidade de ouvir e falar é uma deficiência crítica, que pode dificultar o ajustamento social e acadêmico. (KIRK/GALLAGHER, 1996, p.230).

O resultado desse fracasso mostra a forma inadequada em que está sendo conduzida a prática pedagógica. Muitas vezes os alunos com surdez chegam à escola com várias defasagens linguísticas tanto na Língua Portuguesa como em LIBRAS, isso se dá porque o aluno não tem compreensão suficiente pela disciplina abordada, não sabem o significado das palavras, não conseguem fazer uma leitura significativa e nem interpretação de textos, visto que a Língua Portuguesa tem a estrutura linguística própria necessária para interlocução entre as pessoas.

Para que a alfabetização aconteça é necessário apresentar LIBRAS desde muito cedo, pois assim poderá mostrar seu potencial e possibilidades na modalidade leitura e escrita, pois igual à realidade dos ouvintes os alunos surdos tem suas limitações e diferenças individuais quanto ao desenvolvimento em sala de aula.

É necessário oferecer ao aluno surdo metodologias apropriadas para o ensino da Língua Portuguesa, não diferenciando na forma do funcionamento linguístico, mas dando ao aluno possibilidades para o desenvolvimento social, político, emocional e cultural.

A escola e as comunidades envolvidas, ou seja; família e sociedade devem saber a importância que a Língua de Sinais tem no sistema linguístico permitindo a esse aluno conhecimento e práticas que traduzam e transformem a realidade do surdo que lutam pelos seus direitos e cidadania.

O domínio da linguagem como atividade cognitiva e o domínio da língua como sistema simbólico utilizado por uma comunidade linguística, são condições de possibilidades de plena participação social; pela linguagem as pessoas se comunicam, tem acesso à informação, expressam e defendem pontos de vista, partilham ou constroem visões de mundo, produzem cultura (BRASIL, 1998 p.19).

Dentro de âmbito escolar, na sala de aula, o professor deve ter a consciência para se trabalhar com esse aluno surdo textos de fácil compreensão, experiências vivenciadas por ele no dia a dia e deve ser apresentado em LIBRAS que é a língua natural dos surdos:

Aprender o português decorrerá do significado que essa língua assume nas práticas sociais para as crianças e jovens surdos. E esse valor só poderá ser conhecido por meio da língua de sinais; (...) Todo texto proposto para a leitura deve ser apresentado tal como ele é, ou como ele circula socialmente. Fim ao ritual de passar o texto no quadro com letra cursiva (...). Apenas utilizar textos no formato original (em transparência, multimídia, xerox ou originais); (...) o professor deve estar ciente de que o conhecimento mais amplo ou reduzido do que seja o português dependerá da seleção dos textos que ele trouxer para a sala de aula (FERNANDES, 2006, p.6)

Antes de qualquer trabalho na modalidade leitura e escrita, o professor precisa entender que o diálogo prévio do que será apresentado em sala de aula é fundamental para aprendizagem do aluno surdo e esse diálogo deve ser apresentado em LIBRAS o que é imprescindível para a compreensão por parte do aluno, pois mais tarde ele transportará para a segunda língua que é a Língua Portuguesa. O professor regente deverá ter o cuidado de disponibilizar um tempo para sondar esse aluno a fim de verificar se houve mesmo essa compreensão e assim poder sanar as dúvidas apresentadas pelo aluno

Contextualização visual do texto; Exploração do conhecimento prévio e de elementos intertextuais; Identificação de elementos textuais e para textuais; Leitura individual e discussão das hipóteses de leitura no grupo; (Re) elaboração escrita com vistas à sistematização (FERNANDES, 2006, p. 19).

Os estudos mostram a importância do ensino de línguas e tendo LIBRAS como mediadora no ensino de Língua Portuguesa num contexto social e no cotidiano e no âmbito escolar e a base para o letramento, pois o aluno se mostra mais interessado ao que está sendo apresentado em sala de aula sem a distinção dos ditos ouvintes.

Segundo Svartholm (1998), a única forma de assegurar que os textos se tornem significativos para os surdos é interpretá-los na língua de sinais. A pesquisadora propõe que, no trabalho com a segunda língua, a atenção deva estar voltada para a apresentação às crianças surdas do máximo de textos possíveis. Observa-se, então, o cuidado que o professor de sala deve ter, de sempre fornecer antecipadamente ao intérprete os textos a serem trabalhados, para que este estude a melhor forma de interpretá-los. Além disso, visto que os surdos valem-se muito do aspecto visual para a compreensão, é importantíssimo que o professor traga recursos visuais, como fotos, figuras e objetos, ao trabalhar com textos escritos.

É estabelecida a partir do papel que a língua tem na sociedade em que o processo de aquisição está acontecendo. Assim, no caso do termo segunda língua, a língua tem um papel institucional e social bem consolidado na comunidade em que o aprendiz está inserido. Além disso, ela é reconhecida como a língua de comunicação entre os membros daquela sociedade [...] No caso do termo língua estrangeira, a língua não tem nenhum papel institucional ou social relevante, sendo, na maioria das vezes, somente objeto de instrução. É o caso do inglês no Brasil (MOTA, 2008, p. 15).

Falando-se, ainda, sobre textos a serem estudados é importante ressaltar que esses textos devem ser trabalhados numa abordagem significativa e relevante, ou seja, o mundo que o cerca.

De acordo com Fernandes (2006, p.18), a Língua Portuguesa real não se encontra sistematizada em livros didáticos que tem a preocupação de levar o aluno não surdo a dominar a norma padrão do português. Assim, o professor deve se preocupar em trazer para a sala, textos com maior circulação social, folhetos publicitários, outdoors, cartazes, jornais, gibis e revistas, uma vez que são veículos portadores de textos significativos pela relação que tem com cotidiano do aluno, permitindo-lhes fazer associações com seu conhecimento prévio. (FERNANDES, 2006, p. 17).

Propiciar experiências de aprender com conteúdos de significação e relevância para a prática e uso da nova língua que o aluno reconhece como experiências válidas de formação e crescimento intelectual; - Tolerar (por compreender) o papel de apoio da LM [língua materna], incluindo os erros que se reconhecem agora mais como sinais de crescimento de uma nova capacidade de comunicação em outra língua; - Representar temas e conflitos do universo do aluno na forma de problematização e ação dialógica; - Respeitar a variação individual quanto a variáveis afetivas tais como motivações, ansiedades, inibições, empatia com as culturas dos povos que usam a língua-alvo, autoconfiança etc.; - Avaliar o que o aluno pode desempenhar em atividades e tarefas comunicativas mais do que aferir conhecimento gramatical inaplicado sobre a língua-alvo (ALMEIDA FILHO, 1998, p. 37-38).

O papel do professor é fundamental para que o processo ensino-aprendizagem aconteça de forma significativa, o docente envolvido na educação especial deve ter a consciência de que a forma ou método alternativo correto para a mediação para a Língua Portuguesa é a LIBRAS, que apresentada de forma correta atrelada às atividades em sala de aula terá resultados positivos tanto para o professor e principalmente para o aluno surdo e sua socialização, os desafios existem e a escola deve se adequar às necessidades dos alunos que são inclusos não apenas como é prevista em lei, mas acolher esse aluno na prática no cotidiano escolar e atender as necessidades em todas as deficiências, para assim não ficar alheio ao que está sendo desenvolvido em sala de aula. Deve a coordenação trazer recursos e professores preparados com currículos e especializações, para que esses desafios sejam superados. É um processo longo e demanda tempo e disponibilidade por parte do professor, agindo assim a escola finalmente será uma escola inclusiva.

Incluir não é tratar igual, pois as pessoas são diferentes. Alunos diferentes terão oportunidades diferentes, para que o ensino alcance os mesmos objetivos. Incluir é abandonar estereótipos. (WERNECK, 1997, p.51).

5. A ESCOLA BILINGUE COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO SOCIAL

5.1 Propostas de escola bilíngue

O Brasil passa por um momento de mudanças, a atual legislação visa criar uma sociedade totalmente inclusiva, nesse contexto, o ambiente escolar deve sofrer algumas mudanças com o intuito de atender as mudanças legais.

Um das áreas que está em transformação é a educação dos deficientes auditivos, que busca uma inclusão integral no ambiente escolar e social. A educação de surdos sempre foi algo que gerou conflitos, no decorrer do século passado, várias propostas educacionais foram lançadas, mas todas com uma série de limitações e pouco desenvolvia as habilidades dos alunos surdos (Lacerda & Lodi, 2006).

Atualmente para ajudar na inclusão estão presentes nas salas de aulas os intérrpretes de LIBRAS:

Em geral, ao convocar a presença de um intérprete de Línguas de Sinais, as pessoas não se dão conta da complexidade que envolve a realização dessa tarefa, pois não é suficiente conhecer os sinais, e sim saber transmitir ideias da língua oral para a língua visuogestual, e vice-versa. Os intérpretes representam a ponte entre dois mundos diferentes, o mundo visual dos surdos e o mundo oral dos ouvintes (ROSA, 2003, p.1238).

Realmente o intérprete na sala de aula é um grande salto na evolução educacional no caráter inclusivo, mas mesmo reconhecendo a grande dificuldade dessa profissão que surgiu das comunidades de amigos e igrejas sem grandes registros históricos (Rosa, 2003), não podemos deixar de ressaltar que somente a presença do intérprete na sala de aula não garante uma inclusão efetiva do aluno no ambiente escolar, tampouco na sociedade em geral. A presença do intérprete garantirá ao aluno uma comunicação somente no momento em que seu interlocutor estiver presente, assim ele ficará preso a ele e não estará incluído e mantendo a comunicação com a comunidade escolar bem como a comunidade em geral.

Necessita-se então de uma proposta educacional que propicie às crianças surdas uma formação digna e uma inserção na sociedade e no mercado de trabalho.

Em agosto de 2002, membros da Secretaria Municipal de Educação/Setor de Educação Especial procuraram docentes da Universidade Metodista de Piracicaba para a elaboração conjunta de uma proposta de inclusão adequada para os alunos com necessidades educacionais especiais. Até aquele momento, as crianças vinham sendo matriculadas na rede municipal, assistiam as aulas nas salas regulares de ensino e frequentavam salas de recursos no período contrário da escola, sem alcançarem resultados acadêmicos satisfatórios. Incomodados com essa realidade, os profissionais da Secretaria de Educação procuraram os docentes/ pesquisadores da Universidade buscando a construção conjunta de um modelo de atendimento a esses alunos (LACERDA & LODI 2006, p.18).

O programa foi aplicado em escolas da rede municipal de ensino de Piracicaba e necessitou de algumas mudanças no sistema de ensino bem como a contratação de profissionais especializados:

A partir da contratação dos profissionais de apoio para ambas as escolas, o Programa Inclusivo Bilíngue foi organizado da seguinte forma: em um período do dia, as crianças permaneciam incluídas nas salas de aulas sendo acompanhadas por um intérprete de Libras/língua portuguesa. Deste modo, as crianças podiam ter acesso às propostas e aos conteúdos desenvolvidos pelos professores de acordo com as diretrizes curriculares para cada série. No período contrário, eram desenvolvidas oficinas de Libras, ministradas pelos instrutores surdos em parceria com auxiliares de pesquisa. Estas oficinas tinham como objetivo propiciar um espaço para o desenvolvimento de linguagem das crianças, considerando-se que a maioria chegou à escola sem ter tido contato com esta língua, e alguns poucos possuíam experiências restritas com esta língua (LACERDA & LODI, 2006, p.20).

Vale ressaltar que todos os conteúdos desenvolvidos devem ser analisados e desenvolvidos respeitando a particularidade de cada aluno.

Além das atividades que são desenvolvidas para as crianças surdas, todos os profissionais da escola devem participar de cursos reuniões e atividades de aprendizagem de Libras, pois somente assim pode-se efetivar a inclusão do aluno no ambiente escolar e futuramente a inclusão do aluno na sociedade. Essa real inclusão se dará, no momento que o professor pedir para o aluno buscar algo na biblioteca, na secretaria ou em outro lugar e o funcionário que atendê-lo conseguir compreender sua linguagem.

5.2 Bilinguismo: Um grande desafio

Falar de bilinguismo nas escolas é um assunto que ainda gera muita polêmica, porque sobre o que diz respeito a uma escola bilíngue nosso sistema educacional ainda não está adequadamente preparado.

O bilingüismo apresenta muitas formas e configurações e as diferentes classificações de bilingüismo variam dependendo das dimensões lingüísticas, cognitivas, sociais e de desenvolvimento que são consideradas como foco de atenção (ZIMMER, FINGER & SCHERER, 2008, p.2).

Nosso foco de atenção será o bilinguismo para os surdos, e esse processo é um grande desafio, haja vista a grande falta de preparação dos profissionais envolvidos nessa área. Além disso, as próprias linhas de pesquisas entram em conflitos e divergem entre si, não deixando bem claro a importância do bilinguismo para a criança surda:

Existem atualmente, algumas divergências relacionadas à inclusão dos alunos surdos, visto que, para alguns, a escola especial é segregadora, pois os alunos isolam-se cada vez mais, e os resultados obtidos não são os esperados. Já para outros, essa escola enaltece a comunidade surda, sua cultura e sua identidade, enfatizando que esse espaço de aquisição de uma língua efetiva promove o desenvolvimento cognitivo da criança. O importante é a interação entre as duas línguas, para que a criança cresça, desenvolvendo suas capacidades cognitivas, lingüísticas, afetivas e políticas, independentemente do espaço escolar no qual está inserida. Para isso, é necessário conhecer os sujeitos na sua singularidade lingüística e reconhecer que os alunos surdos precisam de uma educação específica. O ideal é que a criança adquira primeiro a língua de sinais e, depois a língua portuguesa para que facilite a sua compreensão, uma vez que o aprendiz da segunda língua utiliza a primeira como estratégia da aprendizagem (KUBASKI & MORAES, 2009, p.14).

A ideia citada acima é valida, porém vale ressaltar que para que um desenvolvimento crítico de uma criança ela deve estar exposta às mais variadas culturas e estilos de vida, já que nossa sociedade é rica culturalmente.

Outro argumento que reforça a importância do bilinguismo e incentiva os pesquisadores a desenvolverem meios de vencer esse desafio, é a questão da vida do surdo como cidadão, ele conhecendo a Libras é um passo importante, porém no cotidiano dele tanto no trabalho como em outras atividades estará sempre em contato com o nosso idioma falado no caso do Brasil, o português.

Cabe à escola então o papel de formar cidadãos leitores e escritores (LERNER, 2002), com a capacidade de uma vida normal em sociedade aprendendo a ler e escrever nosso idioma. Continuando nesse assunto sobre a formação na escola, podemos ressaltar outra missão considerado um grande desafio, aquela de desenvolver uma identidade na pessoa surda sem excluí-la da sociedade:

O bilingüismo permite que, dada a relação entre o adulto e a criança, esta possa construir uma autoimagem positiva como sujeito surdo, sem perder a possibilidade de se integrar numa comunidade de ouvintes. A proposta bilíngüe possibilita ao leitor surdo fazer uso das duas línguas, escolhendo a qual irá utilizar em cada situação linguística (KUBASKI & MORAES, 2009, p. 15).

Podemos notar que o bilinguismo é uma ferramenta de extrema importância na inclusão de crianças surdas na sociedade em geral, infelizmente, os desafios são grandes, já que este é um assunto novo para nossos pesquisadores. Mas com os avanços dos estudos os grandes desafios do bilinguismo serão vencidos e finalmente a sociedade terá uma escola bilíngue, e inclusiva.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A educação da língua de sinais possibilita a aprendizagem e não a dificuldade do aluno surdo. No Brasil a educação hoje defendida para os alunos surdos é a educação bilíngue, em que a LIBRAS aparece como primeira língua e o português como a segunda.

O objetivo do atendimento ao aluno surdo é proposto por um currículo diferenciado, que possa atender às necessidades específicas desse grupo de alunos sem perder a sintonia com a proposta das Diretrizes Curriculares da Educação Geral.

Nos últimos anos, com as mudanças na sociedade e as mudanças na própria legislação, permitiu-se criar a oportunidade da inclusão de pessoas com deficiência.

No caso do surdo, o reconhecimento da LIBRAS, como língua de sinais oficial brasileira e o advento do interlocutor em sala, permitiu a esse grupo que chega a 9,7 milhões de brasileiros (IBGE, 2010) a inclusão em sala de aula e condições de aprendizagem semelhantes as das pessoas ouvintes.

Para que a inclusão de fato aconteça, é necessária uma total movimentação social movida por um único objetivo, a mudança. A Educação Inclusiva tornou-se política preferencial no Brasil, a fim de atender às pessoas com deficiência, conforme já dito, especificamente, a partir da segunda metade da década de 90, com a difusão da Declaração de Salamanca, da qual o Brasil é um dos signatários.

Podemos chegar à conclusão de que houve mudanças positivas a respeito da inclusão de surdos na sociedade, mas existem ainda grandes desafios a serem enfrentados. Um deles é criar uma proposta educacional bilíngue que atinja toda a população por conta da dificuldade na preparação e qualificação dos profissionais envolvidos, e maiores ainda é a dificuldade de preparar as pessoas que não estão ligadas à educação para essa nova proposta prevista em lei.

A Língua Portuguesa é um instrumento linguístico que não se apresenta como recurso que vem facilitar o intercâmbio com o mundo, mas um obstáculo que precisa transpor com grande dificuldade. Por outro lado, a LIBRAS não é código universal que possibilita tradução, mas sim, a interpretação, quando se procuram estabelecer uma correspondência entre as duas línguas.

Embora a educação bilíngue tenha sido tecida por meio de um discurso que busca uma aproximação com os princípios de educação para surdos constitutivos do Decreto (aceitação da Libras nos espaços escolares e do ensino do português como segunda língua), na medida em que se reproduz, na proposição das práticas inclusivas, o passado que excluiu as pessoas surdas dos processos educacionais/sociais.

Finalizando, nesta perspectiva, as escolas devem ser reestruturadas para que os professores tenham condições de se capacitarem para atender todos os alunos de modo igualitário. Neste sentido, os professores devem estar abertos a compreender as diferenças educacionais dos alunos surdos e ouvintes, para que possam auxiliá-los através do desenvolvimento de estratégias pedagógicas que atendam essas diferenças.

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MARCOS DE FREITAS SANTOS
PATRICIA GODOI

VANESSA FELIX DA SILVA

Por MARCOS DE FREITAS SANTOS




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