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Decisões de Investimento a Longo Prazo

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Objetivo Geral

 

Constituir uma base científica para a definição dos investimentos de longo prazo para a organização;

 

Objetivos Específicos

 

  • Determinar os investimentos iniciais necessários para a realização de um projeto;
  • Compreender o papel das técnicas no processo de orçamento de capital;
  • Calcular, interpretar e avaliar o período de payback;
  • Calcular, interpretar e avaliar o valor presente líquido;
  • Calcular, interpretar e avaliar a taxa interna de retorno;

 

O Processo de Orçamento de Capital

 

Os Investimentos a longo prazo representam gastos substancias de fundo que comprometem uma empresa com determinada linha de ação. Em conseqüência, ela deve ter procedimento para analisar e selecionar adequadamente seus investimentos de longo prazo. Deve ser capas de medir os fluxos de caixa e aplicar técnicas de decisão apropriadas. O Orçamento de Capital é o processo de avaliação e seleção de investimento de longo prazo compatível com o objetivo de maximização da riqueza do proprietário da empresa.

 

Etapas do Processo de Orçamento de Capital

 

O processo de Orçamento de Capital compreende cinco etapas distintas, mas interdependentes:

 

1.                  Geração de Propostas: As propostas são feitas em todos os níveis de uma organização e revistas pelo pessoal do financeiro. Aquelas que envolvem desembolsos substanciais são examinadas mais cuidadosamente que as menos caras.

2.                  Revisão e Análise: Efetuam-se a revisão e análise formal para avaliar a adequação de propostas e determinar sua viabilidade econômica.

3.                  Tomada de Decisão: As empresas costumam delegar a tomada de decisão de gasto de capital com base em limites de valor monetários. Geralmente, cabe ao conselho de administração autorizar gastos alem de certo valor. Com freqüência, os gerente de unidades produtoras recebem poderes para tomar as decisões necessárias para que a linha de produção continue funcionando.

4.                  Implantação: Após a aprovação, os gastos são realizados e os projetos, implantados. Os gastos com um projeto de grande porte frequentemente ocorrem por fases.

5.                  Acompanhamento: Os resultados são monitorados, e os custos e os benefícios efetivos são comparados aos que eram esperados. Pode ser preciso intervir quando os resultados diferem do que havia sido projetado.

 

Todas as etapas do processo são importantes. Entretanto, em estudos realizados, a etapa 5 (acompanhamento) é em geral ignorada, e tem a finalidade de fazer com que a empresa aumente continuamente a precisão de suas estimativa de fluxo de caixa.

Investimento Inicial

 

Vejamos agora como determinar o Investimento Inicial de um projeto com base, neste caso, às saídas de caixa relevantes a ser consideradas quando se avalia um gasto de capital proposto. O Investimento Inicial ocorre na data zero - momento o qual o gasto é feito. É calculado subtraindo-se todas as entradas de caixa na data zero de todas as saídas de caixa que ocorrem nessa data.

 

O formato básico para sua determinação é dado na Fórmula expressa abaixo:

 

Formato Básico Para a Determinação do Investimento Inicial. (Gitman, 2004, p. 311)

Custo Instalado do novo ativo =

Custo do novo Ativo + Custo de Instalação

(menos)-  Recebimento depois do Imposto de Renda com a venda do ativo antigo =

Recebimento com a venda do antigo ativo +-(mais ou menos)  Imposto sobre a venda do antigo ativo

+- Variação do Capital de Giro Líquido

Investimento Inicial

 

Custo Instalado do Novo Ativo:

É o valor desembolsado para adquirir e instalar um novo equipamento. Conforme a representação da fórmula, é encontrado somando-se seu custo às despesas de instalação. É o desembolso líquido exigido para a sua aquisição.

 

Recebimento depois do Imposto de renda com a venda do ativo antigo

Diminui o Investimento Inicial do novo ativo e os recebimentos correspondem à diferença entre o produto da venda do antigo ativo e quaisquer pagamentos ou devoluções de imposto de renda relacionado à sua venda. Os recebimentos com a venda do antigo ativo correspondem aos fluxos líquidos de entrada gerados pela venda. Esse montante é expresso depois de deduzidos quaisquer custos incorridos no processo de remoção do ativo. O produto da venda de um ativo normalmente está sujeito a algum tipo de imposto. O imposto sobre a venda do antigo ativo depende da relação entre o preço de venda, o preço de compra e o valor contábil.

 

Ganho de Capital:

É a diferença, a maior, entre o preço de compra e o preço de venda do ativo.

 

Depreciação Reavida

Parcela do preço de venda acima do valor contábil e que representa recuperação da depreciação anteriormente contabilizada.

 

Perda na Venda do Ativo

Valor pelo qual o preço de venda é inferior ao valor contábil.

 

Valor Contábil:

Valor Contábil do Ativo é dado pelo seu custo total inicial, menos a depreciação acumulada.

Valor contábil = custo instalado do novo ativo – depreciação acumulada

 

Variação no Capital de Giro Líquido:

A diferença entre as alterações nos ativos circulantes e as alterações nos passivos circulantes de uma empresa, (será tratado com mais profundidade mais a frente). Para o momento é válido explicar apenas o seguinte:

Estas variações ocorrem em decorrência da mudança no volume de atividade da empresa. Se a empresa adquiriu uma máquina com maior capacidade de operação ela certamente terá em conjunto um aumento em seus estoques, contas a receber e a pagar, e terá também alterações em seu fluxo de caixa.

Em geral, os ativos circulantes aumentam mais que os passivos circulantes, do que resulta em um investimento adicional em capital de giro líquido, tratado com saída inicial.

 

Depreciação:

Redução periódica do valor contábil dos bens de uma empresa, em função de desgaste, avanço tecnológico, e outras causas afins.

 

Exemplo:

Uma indústria está tentando determinar o investimento inicial necessário para substituir uma máquina antiga por uma mais moderna e com maior capacidade de produção. O preço de compra da máquina é de $ 380.000 e mais $ 20.000 para instalar o equipamento. Está nova máquina será depreciada pelo MACRS (sistema modificado de recuperação acelerada de custos). A máquina antiga foi comprada há três anos, ao custo de $ 240.000, e estqava sendo depreciada pelo MACRS com prazo de recuperação de cinco anos. A empresa encontrou um comprador disposto a pagar $ 280.000 por esta máquina sem nenhum custo adicional. A empresa espera um aumento de $ 35.000 dos ativos circulantes e de $ 18.000 dos passivos circulantes caso faça a substituição. Todos os rendimentos e ganhos de capital serão tributados em 40%.

 

Cálculo do Investimento Inicial

Custo instalado da máquina proposta (Valor Depreciável)

 

 

                  Custo da Máquina Proposta

380.000

 

 (mais)       Custo de Instalação da Máquina Proposta

  20.000

 

Custo total instalado da máquina proposta (Valor Depreciável)

 

  400.000

(menos) – Recebimento, depois do IR, com a venda da Máquina Antiga

 

 

                   Receita com a venda a Máquina Antiga

280.000

 

(menos)      Imposto sobre a venda da Máquina Atual  

  84.160

 

Receita total depois do imposto com a venda da máquina atual

 

- 195.840

Aumento dos Ativos Circulantes (estoques, Duplicatas a Receber)

  35.000

 

Aumento dos Passivos Circulantes (Duplicatas a Pagar, Financiamentos)

  18.000

 

(mais) Variação do Capital de giro líquido

 

+ 17.000

Investimento Inicial (Saída de capital no instante zero)

 

   221.160

 

Técnicas de Orçamento de Capital

 

Visão geral das técnicas de orçamento de capital

 

Após terem feito estimativa de fluxo de caixa, as empresas analisam para julgar se um projeto é aceitável ou não, e ainda para classificar projetos. Existem diferentes técnicas disponíveis para a realização de análises. Os enfoques mais usados integram procedimentos de cálculos do valor do dinheiro no tempo, considerações de risco e retorno e conceitos de avaliação para selecionar gastos de capital compatíveis com o objetivo de maximização da riqueza dos proprietários da empresa.

Vamos examinar as três técnicas mais conhecida e utilizadas de orçamento de capital que são:

PERIODO DE PAYBACK, TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) E VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL).

 

Período de Payback

 

Os períodos de Payback são comumente utilizados na avaliação de investimentos. Trata-se do tempo necessário para que a empresa recupere seu investimento inicial em um projeto, calculado com suas entradas de caixa. Embora este método seja bastante utilizado, o período de payback geralmente é visto como uma técnica pouco sofisticada de orçamento de capital porque não leva em conta explicitamente o valor do dinheiro no tempo.

 

Critérios de Decisão

 

Quando o período de payback é usado na tomada de decisões de aceitação ou rejeição, os critérios considerados são os seguintes:

  • Se o período de payback for menor que o período de máximo aceitável de recuperação, o projeto será aceito.
  • Se o período de payback for maior que o período de máximo aceitável de recuperação, o projeto será rejeitado.

 

A duração do período máximo aceitável de recuperação é determinada pela administração da empresa.

 

Prós e contras dos períodos de Payback

 

O período de Payback é amplamente utilizado pelas empresas para avaliar projetos. Este fato se dá pela facilidade do cálculo e de sua natureza intuitiva. Também é atraente porque considera os fluxos de caixa e não o lucro contábil. Ao medir quão rapidamente a empresa recupera seu investimento inicial. Porém a maior deficiência do período de payback reside no fato de que o período apropriado de recuperação é apenas um número determinado subjetivamente. Não pode ser especificado em vista do objetivo de maximização de riqueza porque não se baseia no desconto de fluxos de caixa para determinar se acrescenta valor à empresa. Ao contrário, o período de apropriado de recuperação é simplesmente o prazo máximo aceitável no qual a administração acha que os fluxos de cais de um projeto devem produzir equilíbrio (ou seja, devem igualar o investimento inicial). Uma segunda deficiência ‘e que esse enfoque n~ao leva integralmente em conta o valor do dinheiro no tempo.

Valor Presente Líquido (VPL)

 

Como o Valor Presente Líquido (VPL) leva explicitamente em conta o valor do dinheiro no tempo, é considerado uma técnica sofisticada de orçamento de capital. Todas essas técnicas descontam, de uma maneira ou de outra, os fluxos de caixa da empresa a uma taxa estipulada. Essa taxa – frequentemente chamada de taxa de desconto, retorno exigido, custo de capital ou custo de oportunidade – é o retorno mínimo que deve ser obtido em um projeto par que o valor de mercado da empresa fique inalterado.

O Valor Presente Líquido é obtido subtraindo-se o investimento inicial de um projeto (FC0) do valor presente de suas entradas de caixa (FCt), descontadas a uma taxa igual ao custo de capital da empresa (k).

Quando o VPL é usado, tanto as entradas como as saídas de caixa são medidas em termos de dinheiro presente. Como estamos lidando somente com investimentos que possuem séries convencionais de fluxos de caixa, o investimento inicial é automaticamente expresso em termos de dinheiro presente. Se não fosse, o valor presente de um projeto seria calculado subtraindo-se o valor presente das saídas do valor presente das entradas.

 

Critérios de Decisão

Por Tiago dos Santos Moreira

Brasil Escola

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